sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 87

A história que a Alice contou, me fez entender o porque de tantas brigas. Eles provavelmente não se amam. Os dois só se casaram porque a minha mãe engravidou de mim e da minha irmã. E isso resultou nas traições do meu pai. Eu tenho certeza que eles não se separam por causa de mim e da Hilary.
Agora é esperar e ver o que vai dar essa briga.

Perdi o sono. Ouvir essa discussão não me fez bem.
Fui para sala assistir televisão.
Encontrei a minha irmã sentada no sofá, lendo alguns livros.
-O que você está fazendo acordada? - ela perguntou.
-Perdi o sono.
-O que aconteceu?
-Eu ouvi outra discussão da mamãe e do papai.
-Não se preocupa.
-Você acha que eles vão se separar?
-Sinceramente, não. Amanhã eles se entendem.
-Mas eles falaram que vão se separar.
-E por que eles brigaram?
-O papai tem uma amante.
-Isso não é novidade.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 86

Ficamos mais algum tempo na sala e depois fomos dormir.
Quando estava indo país o meu quarto. Ouvi os meus pais discutindo. Encostei na porta para ouvir melhor.
-Não acredito que você ainda está se encontrando com ela.
-Me esquece.
-O nosso casamento já deu o que tinha que dar.
-Também acho.
Os meus iriam se separar?
-Amanhã a gente conversa melhor.
-Tudo bem.
Continuei o caminho até o meu quarto. A Hilary já estava dormindo.
Ascendi a luminária que estava em cima do criado-mudo, peguei o meu diário e comecei a escrever.

Há alguns minutos eu escutei outra discussão dos meus pais. Desde criança eu presencio esse tipo de fato. As discussões deles são sempre por causa do mesmo motivo, por causa das traições do meu pai. Os dois  no final sempre dizem que não é nada demais. Mas fica difícil acreditar quando isso se torna cada vez mais frequente.

Rehab-Capítulo 85

-E por que você nunca contou?
-Eu detesto ver as pessoa com pena de mim e ouvir falar que eu esto fazendo isso só para chamar atenção.
-Sei como isso é horrível.
-Por isso decidi manter tudo em segredo.
-No caso eu não consegui deixar nada em segredo.
-Não tem importância.
Eu fiquei pensando que deveria pedir desculpas para ela.
-Eu quero te pedir desculpas.
-Tudo bem.
Ouvi passos atrás de mim. A Alice estava vindo na nossa direção.
-O jantar está pronto.
Fomos para sala de jantar. Vimos olhares muito assustados.
-Vocês estavam brigando? - minha mãe perguntou.
-Não. - respondi.
-Ver nós duas juntas é sinônimo de briga? - A Hilary perguntou.
-As vezes é.
O jantar foi maravilhoso.
Depois ficamos conversando na sala.
Eram quase 21:30min quando a Nathaly e o namorado foram embora.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 84

-Eu não acho que eu sou tudo aquilo que você escreveu. Pelo contrário, eu acho que você é.
-Fala sério.
-Eu sempre quis ser igual a você.
-Fisicamente nós somos idênticas.
-Essa é uma das poucas coisas  que eu não quero ser igual a você,por que eu já sou.
-Não acredito que você quer ser igual a mim. Eu sou tão igual idiota.
-As vezes é mesmo. Mas isso não diminui a  pessoa maravilhosa que você é.
-Eu sempre fui tão estupida com você. E você ainda tentava se aproximar de mim.
-Por isso eu queria saber  porque você me odiava tanto.
-Só você para gostar de mim desse jeito.
A Hilary ficou olhando para o horizonte sem dizer nada.
-Eu sei o que você está sentindo.
-Sabe?
Ela se aproximou de mim.
-Eu já tive depressão.
-E eu nem sabia disso.
-Não é só você que não sabia. A Nathaly e Alice também não sabem.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 83

-Vai tomar um banho antes de você jantar. - minha mãe viu o meu estado e quase me empurrou para o banheiro. Eu estava cheia de areia e com o cabelo bagunçado.
-Estou precisando. - disse para mim mesma depois de ter ficado sozinha.
Fui para o banheiro.
Após um banho demorado, fui até meu quarto. Tinha me esquecido do diário,quando voltei ele estava na minha cama. A Hilary já havia lido ele.
Procurei ela pela casa toda. Encontrei ela deitada no gramado do jardim escutando música.
Fui até ela. Me deitei no chão ao seu lado. Ela se assustou.
-Ah. É você.
-Você leu o diário? - só queria confirmar que sim.
-Li. É tudo verdade?Foi você quem escreveu? - A Hilary não parecia acreditar no que leu.
-Sim.
-Por que você nunca me falou?Você achou que me odiar seria a melhor solução?
-Não. Você sabe que eu nunca teria coragem de te falar tudo isso.
-Tem várias coisas que você não sabe de mim.
-Então me conta.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 82

-Só não demora.
-Tudo bem.
A casa da Alice é de frente para praia. Depois de alguns passos, os meus pés já estavam tocando a areia.
Estava um fim de tarde lindo. O Sol já estava se pondo, o tom alaranjado do pôr do sol deixava o horizonte ainda mais bonito.
Resolvi tirar algumas fotos desse momento único. Me sentei na areia e tirei fotos de tudo que estava ao meu redor.
Depois de algum tempo no mesmo lugar achei melhor andar um pouco. Após poucos passos  avistei  um pier, tirei fotos dele, depois fui até o pier para poder tirar fotos de cima dele.
O mar era ainda mais bonito visto de cima do pier.
Fui até o final do pier, o vento era muito forte ali. Em certo momento quis saber saber qual seria a sensação de pular. Mas logo me lembrei que seria muita estupidez, afinal, eu não sei nadar. Isso ficou um bom tempo perturbando os meus pensamentos.
Voltei para o chão, era mais seguro.
Achei melhor voltar para casa, pois falei para minha mãe que eu não iria demorar
Quando cheguei em casa o jantar estava quase pronto.

domingo, 26 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 81

Foi fácil esconder, era época de frio, blusas com mangas resolviam. Porém o tempo foi passando e uma hora ou outra os meus pais iriam perceber. E aconteceu...
Os cortes era cada vez mais frequentes, eu me cortava por qualquer motivo, ou que eu julgava ser motivo suficiente para eu me cortar. Só percebi que o que eu estava fazendo era fora do normal quando me vi sentada diante de uma psiquiatra. Isso só me deixou pior do que eu já estava.
O início do meu tratamento parecia que iria ser tranquilo, mas foi apenas uma leve e distante impressão. Quando você não tem apoio de ninguém é ainda pior.
Não era sobre isso que eu iria escrever, mas um assunto envolveu o outro.

Depois que parei de escrever, percebi que diante de mim estava a resposta para a pergunta da Hilary.
Precisava que  ela visse o que estava escrito no diário, seria a única forma dela saber a verdade.
Fui até o nosso quarto e coloquei o diário aberto com um bilhete sobre a cama dela. Agora era só esperar, ela iria ver de qualquer forma. Não queria estar por perto quando ela lesse o diário. Saí do quarto e me juntei aos outros, estavam todos na sala.
Eu ainda estava com a câmera em minhas mãos, resolvi sair um pouco para tirar algumas fotos.
-Aonde você vai? - minha mãe perguntou.
-Vou passear um pouco pela praia.

Rehab-Capítulo 80

14 de fevereiro 

Hoje ganhei esse diário da minha irmã, junto com uma câmera fotográfica.
Resolvi começar a escrever depois que a Hilary me perguntou por que eu odeio tanto ela. O que eu realmente sinto é mais inveja do que ódio.
Muitas pessoas dizem que eu deveria ser igual a ela, porque a Hilary é inteligente, bonita, estudiosa, carinho e um monte de outras coisas. E isso me deixa irritada, até os meus pais preferem ela. Por causa disso, eu acho que ela é superior a mim. Esse é um dos milhares motivos que faz eu me sentir inútil, idiota e quando eu me sinto assim, eu me corto.
Me lembro muito bem como a automutilação entrou na minha vida. No início dava para esconder, quando alguém percebia, eu falava que era um machucado qualquer, na segunda vez também. Mas na terceira eu me descontrolei, acho que eu já estava doente, por isso foi fácil o vicio.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 79

-De quem você está falando?
-De ninguém, pensei alto.
-Tem certeza?
-Tenho.
Fui até o quarto onde estava a minha mala.
Pela primeira vez, eu iria ter que dividir quarto com a Hilary.
Pouco tempo depois ela também entrou no quarto.
-Onde você estava? - perguntei para ela.
-Estava conversando com o Bernardo.
Ficamos em silêncio durante um bom tempo.
-Por que você me odeia tanto? - me assustei com a pergunta dela.
-Eu não te odeio.
-Fala a verdade.
-Não sei.
-Eu nunca fiz nada para você. - isso é verdade.
-Sinceramente, eu não sei.
Saí do quarto e voltei para o jardim.
Acho que já é hora de usar o diário.

Rehab-Capítulo 78

-Chega de perguntas. - ela me respondeu. - Agora vai usar o diário e câmera.
Saímos do quarto e voltamos para sala, onde os meus pais estavam conversando e onde estava a Nathaly acompanhada de um rapaz. Ela chegou pouco tempo depois que nós.
-Onde vocês estavam? - minha mãe perguntou.
-Nós estávamos conversando. - respondi.
-Quem é esse rapaz? - a Alice se aproximou da Nathaly e peguntou quase sussurrando.
-Meu namorado.
-E vocês vão ficar aqui?
-Não. Ele tem uma casa aqui.
-Entendi. Vocês querem privacidade.
-É mais ou menos isso. - A Nathaly começou a rir.
-Mas vocês vão jantar com a gente?
-Se isso foi um convite.
-Então vou avisar a Joana que vocês iriam jantar aqui.
Ela foi até a cozinha.
Foi então que a Nathaly me viu e percebeu que eu estava escutando  a conversa delas.
-Que coisa feia, escutar a conversa dou outros.
-Sua irmã faz coisa pior. - depois que eu falei percebi que não deveria ter falado isso.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 77

-Não. Faz tempo que eu não escrevo.
-E por quê?
-Porque não adianta nada eu ficar escrevendo nele, não vai adiantar nada.
-Mas ajuda a tirar essa angustia que as vezes toma conta de você.
O que ela falou fazia sentido, nas vezes em que eu escrevia me sentia melhor.
-Você sabe disso.
Foi como se ela estivesse lendo os meus pensamentos.
Ela abriu a caixa e me entregou um diário com uma caneta na espiral.
-Eu quero que você escreva sobre esses dias que você vai ficar aqui e o como você está sentindo.
-Vou tentar.
Depois ela me entregou a caixa.
-O que tem aqui? - balancei a caixa para ver se descobria o que era.
-Abre.
Abri a caixa.
Para minha surpresa, dentro da caixa tinha uma câmera fotográfica.
-É um presente.
-Você está me dando essa câmera?
-Sim.
-E por quê? - tirei a câmera da caixa.

Rehab-Capítulo 76

Quando percebi, eu já estava chorando.
Ela me abraçou.
-Você não precisa de bronca, você precisa de carinho, de ajuda.
-Por que você se preocupa tanto comigo?
-Chega de perguntas.
Enxuguei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
-Esquece isso. - ela disse. -  Olha ao seu, você está em um lugar maravilhoso. Aproveita.
Olhei ao meu redor como ela havia falado. Eu realmente estava em um lugar maravilhoso.
-Vem comigo. - A Alice segurou a minha mão e me levou de volta para casa.
-Aonde você está me levando?
Subimos as escadas  que dão acesso aos quartos.
Paramos em frente a um deles.
-De quem é esse quarto? - perguntei depois que ela abriu a porta.
-Meu.
-O que nós vinhemos fazer aqui?
-Espera em pouco. Já vou te mostrar.
A minha irmã abriu uma gaveta e pegou uma caixa.
-Você ainda está escrevendo no seu diário? - alguma coisa no olhar dela me indicou que a Alice já sabia a minha resposta.

Rehab-Capítulo 75

-Por que você fez isso? - eu já estava um pouco mais calma.
-Eu entrei no seu quarto e vi a lista em cima da cama. - ela me explicou.
-E por que você entrou no meu quarto?
-Para verificar os comprimidos que estavam jogados no chão.
A situação estava mais séria do que eu pensei.
-Anahy, você realmente achou que conseguiu me enganar?
-Nunca passou pela minha cabeça que você pudesse fazer isso.
-Por que você parou de tomar os antidepressivos?
-Eu estou bem, eu não preciso de remédios.
-Depois a gente conversa sobre isso.
-Você vai falar para mamãe?
-Agora não.
-E por que você  não acaba com a minha vida de uma vez?
-É exatamente isso que não quero. - ela sentou ao meu lado. - Eu não quero te deixar pior.
Não consegui falar nada. Foi um gesto muito nobre e carinhoso da parte dela.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 74

-Você ainda está trabalhando como produtora?
-Quando eu posso.
-E o que você está fazendo agora?
-Faculdade.
-Do que?
Ela pensou um pouco para responder.
-Computação gráfica..
A Alice me puxou até o jardim.
-E você anda fazendo o que?
Pensei bem antes de responder, eu não poderia falar o que eu realmente estava fazendo.
-Nada.
Ela me olhou com uma expressão de reprovação.
-Fazer lista de como se suicidar, agora é nada?
Senti o meu sangue gelar, me sentei para não cair. Como ela sabia?
-Como você sabe? - eu estava totalmente assustada e perdida.
-Isso não importa.
-Lógico que importa. Você mexe nas minhas coisas sem a minha autorização e acha que está tudo bem. - quando percebi eu já estava alterada, gritando com ela.
A Alice continuou estática na minha frente sem expressão nenhuma.
-Se acalma. A nossa conversa não deveria ter chegado nesse nível. - ela continuou estática.


Rehab-Capítulo 73

-Agora faz sentido. -  Hilary a disse, enquanto mexia em algumas coisas.
-Ah. Obrigada. - A Alice agradeceu com ironia.
O meu pai não parecia estar muito à vontade.
-E como foi a viagem até aqui?
-Tranquila. - a pergunta foi para o meu pai, porém foi a minha mãe quem respondeu.
-A Joana vai levar as mala para os quartos.
Enquanto ela falava, a Joana, com ajuda do Bernardo, levaram as malas.
-Meninas venham comigo.
Ela levou a Hilary e eu até os fundos da casa, onde havia duas salas, uma de frente para outra.
A primeira sala ela mostrou especialmente para Hilary.
Na sala haviam computadores, vídeo-games e várias outras coisas que o Bernardo usava para trabalhar.
Ela me chamou para ver a outro sala. E abriu a porta.
Era um estúdio de música.
-Já posso morar aqui?
-Eu sabia que você iria gostar.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 72

-Tudo pronto?Podemos ir? - meu pai perguntou.
-Sim.
Entramos no carro.
Estávamos indo para o Guarujá,Litoral do Estado de São Paulo.
Minha irmã foi morar lá depois que se casou com o Bernardo.
Viajei quieta, mais do que de costume.
Apenas fiquei olhando a paisagem.
Algumas horas depois nós chegamos na casa da Alice.
Eu nunca tinha vindo na casa da minha irmã. A casa dela era simplesmente linda.
-Que casa linda. - minha mãe disse. Ela também nunca tinha vindo na casa da Alice. Ninguém tinha vindo, exceto a Nathaly.
-Vocês ainda não viram nada.
Entramos na casa. Por dentro ela era ainda mais bonita.
-Você tem um ótimo gosto. - meu pai disse ainda muito acanhado.
-Obrigada, mas foi o Bernardo quem projetou tudo.
Em suas poucas palavras ela explicou tudo.
O Bernardo é um conceituado web designer, lógico que esse bom gosto não era dela, era dele.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 71

-Que confusão.
-Só não diz para mamãe que eu te falei tudo isso.
-É segredo nosso.
-Agora vai dormir.
 Ela me cobriu com o cobertor  e me deu um beijo no rosto.
-Boa noite.
-Boa noite.
Depois de certo tempo que ela saiu do meu quarto eu simplesmente apaguei.

Depois desse dia ela foi embora.
Os dias foram passando lentamente. A minha rotina continuou a mesma, exceto por uma coisa, a minha melhor amiga simplesmente estava me ignorando.

O dia da viagem até a casa da minha irmã chegou. Eu estava arrumando a minha mala.
-Na sua mala tem mais livro do que roupa.
-Nathaly não enche.
-Eu não falei nada.
-Imagina se tivesse falado.
-Arruma isso rápido.
-Estou tentando.
Ela saiu do meu quarto e foi se juntar aos outros, que já estavam colocando as suas coisas no carro.
Quando terminei de arrumar a minha mala, fui até eles.

Rehab-Capítulo 70

-Porque o papai é apaixonado por ela.
-E por que ele casou com a mamãe?
-Porque ela engravidou de vocês.
Fiquei chocada quando ouvi o que a Alice falou.
-A Taís também gosta dele?
-Lógico. Essa história não teria sentido algum se ela não gostasse dele.
-Essa história continua sem sentido.
-Também acho.
-Por que a Taís casou com a pai da Roberta?
-Acho que ela gosta dele.
-Você acha que ela e o papai tem ou já tiveram algum caso depois que ele casou?
-Não. A Taís não é desse tipo de mulher.
-Pelo que pude perceber da sua resposta. Você acha que o papai tem caso com outra pessoa?
-Eu tenho certeza disso. Só não sei quem é.
-Tem mais coisa nessa história?
-Muito mais.
-Pode começar a contar.

A Alice me contou tudo que ela sabia.
No final da conversa eu estava sem reação.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 69

-Pensei que você quisesse ficar sozinha.
-Queria, mas agora eu não quero mais.
-Eu fico aqui com você.
-Obrigada.
-Mas você ainda precisa ir dormir.
-Ainda não estou com sono.
Ela sentou-se novamente ao meu lado.
Liguei a televisão na esperança de ter algo interessante passando.
-Não entendi porque você está tão agitada.
Eu sabia porque estava assim, mas resolvi não falar nada.
-Posso te fazer uma pergunta?
-Você já está fazendo uma.
-Você sabe por que a mamãe ficou tão nervosa quando eu falei da Taís?
-Sei.
-Me conta.
-O papai e a mamãe, a Eduarda e o Pedro Henrique, os pais da Roberta, e a Patrícia, uma amiga dos quatro.Estudaram juntos...
-Continua...
-O que exatamente você quer saber?
-Por que a mamãe não gosta da Taís?

domingo, 19 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 68

-Não dá para conversar com você.
-Eu não queria conversar.
Ela saiu do meu quarto e me deixou sozinha.
Fiquei olhando para a comida que ela deixou em cima da escrivaninha durante horas. Só deixei de prestar atenção na comida quando alguém bateu na porta.
-Pode entrar.
-É tarde para você estar acordada.
-Ah. Fala sério. Nem a mamãe faz isso.
-É porque eu me preocupo com você.
-Mais do que ela.
-Mentira.
-Não intendo porque  ninguém acredita em mim.
-Poque você é dramática.
-Isso, é mentira.
Ela estava sentada ao meu lado, quando viu alguns comprimidos jogados no chão, atrás de um criado-mudo.
-Aquilo são comprimidos?
-Não. Deve ser sujeira.
-Isso aqui está precisando de uma faxina.
-Eu acho que não.
-Vai dormir. Está tarde.
Ela estava saindo do meu quarto, quando chamei ela.
-Aonde você vai?
-Vou para o meu quarto.
-Fica aqui comigo?


sábado, 18 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 67

Fiquei horas sozinha.
Mandei uma ou duas mensagens para Roberta, mas ela não me retornava.
Um pouco antes das 22:00h a Nathaly apareceu no meu quarto com um sanduíche e um copo de leite.
-Faz um lanche antes de dormir.
-Não estou com fome.
-Tudo bem, mas você não comeu nada desde a hora que você chegou.
-Que tipo de monstro ela acha que eu sou?
-Do que você está falando?
-Ela realmente achou que eu fosse fazer alguma coisa?
-Ah, é isso. - ela respondeu rindo. - Você deu a entender que sim.
-Mas você falou que sim.
-Você sabe que eu estava brincando.
-Toda brincadeira tem um pouco de verdade.
-Pode até ser.
-Você acabou de confessar que realmente achou isso.
-É você quem está dizendo.
-Assume o que você disse.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 66

-Você pode até não aceitar ela como sua irmã, mas vocês sempre serão irmãs.
-Se depender de mim não.
-Isso foi uma ameaça?
-Interprete do jeito que você quiser.
Saí da cozinha, a Alice veio atrás de mim.
-Você não vai fazer nada com ela ou vai?
-Agora não, eu ainda estou planejando.
Ela ficou muito assustada. E enquanto eu voltava para o meu quarto, ouvi ela perguntar para Nathaly.
-Ela está brincando? - a Alice perguntou ainda muito assustada e com a voz trêmula.
-Sinceramente, eu acho que sim.
Entrei no meu quarto rindo, mas logo depois a graça passou. Por que ela ficou tão assustada?Será que ela realmente achou que eu iria fazer alguma coisa?
Resolvi ficar no meu quarto. Preferi não ficar com ninguém, seria melhor assim.

Rehab-Capítulo 65

Fui atrás da minha irmã.
Ela estava na cozinha junto com os meus pais.
-Você falou com eles?
-Ela estava falando sobre isso. - minha mãe respondeu.
-E vocês vão?
-Só se a sua irmã quiser ir.
-Sério que a gente precisa disso?
-Precisa.
-Nós vamos falar com ela, depois falamos se iremos ou não. - minha mãe continuou.
-Tudo bem.
-Não é assim que as as coisas funcionam.
-Do que você está falando?
-Você não vai conseguir deletar a Hilary.
-Mas eu tentei.
-Não faz mais isso.
-Por quê?
-O papai e a mamãe não gostam de saber que você detesta a Hilary.
-Nem sei se ela é minha irmão de verdade.
-Impossível ela não ser sua irmã, vocês são gêmeas.
-Grande coisa.

Rehab-Capítulo 64

Pensei que a aula não iria acabar.
Quando saí conservatório, já estava um pouco tarde, por isso fui direto para casa.
Logo que cheguei em casa, vi que os meus pais também já havia chegado do trabalho. Não me preocupei muito com eles, fui direto para o meu quanto.
Tomei banho e deitei, precisava descansar.
Minha irmã entrou no meu quarto.
-Você não vai comer nada?
-Agora não.
-Aconteceu alguma coisa?
-Mais ou menos.
-O que aconteceu?
-Não sei se eu quero continuar fazendo o curso de música.
-Como você chegou nessa conclusão?
-Acho que não é isso que eu quero para mim.
-Só você pode decidir isso.
-Eu sei.
-Então pensa bem.
Fiquei em silêncio por alguns instantes.
-A Alice ainda está aqui.
-Sim, mas por que você quer saber dela?
-Por nada.

domingo, 5 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 63

-Acho que o problema vai ser o papai.
-O Bernardo conversou com ele. O papai resolveu me dar mais uma chance.
-Fico feliz por isso.
-Eu vou falar com eles sobre isso.
-Depois a gente conversa mais. Agora eu preciso ir.
Peguei o meu material e saí.
Mais uma vez encontrei o Luca.
Cheguei no conservatório acompanhada por ele, mas como sempre nós não se falamos.
Entramos na nossa sala  e pouco tempo depois a aula começou.
A aula durou 1:30min. Esse tempo que fiquei dentro da sala foram muito longos, parecia que não iriam passar.
Fui para minha próxima aula com um pensamento na cabeça. Será que eu realmente estou fazendo a coisa certa?É isso que eu quero para mim?
A minha segunda aula foi horrível,eu estava totalmente desconcentrada.
Quando fui para a reposição da aula de piano, estava mais desconcentrada e exausta.

sábado, 4 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 62

Será que eu plantei ideia na cabeça dela?
-Tudo bem. Depois a gente se fala.
Acho que não devia ter falado o que estava pensando, tem certos momentos que nós não devemos expor nossos pensamentos.
Segui o caminho de volta para casa, quando cheguei vi que o carro carro do Bernardo ainda estava estacionado em frente à minha casa. Isso informava que a Alice e ele ainda não tinham ido embora.
Entrei em casa e fui trocar de roupa, depois fui almoçar.
A Alice e o Bernardo já estavam na cozinha.
-Você ainda está chateada comigo? - ela perguntou para mim.
-Um pouco.
-Por quê?
-Não sei.
Ela ficou me olhando.
-Queria te falar uma coisa. - ela continuou.
-Pode falar.
-Semana que vem é feriado. Eu queria que vocês passassem o feriado na minha casa.

Rehab-Capítulo 61

Depois desse fato, a aula demorou para acabar. A Emanuela ficou com mais raiva de mim.
O tempo insistiu em não passar, mas depois de um bom tempo de tortura a hora da saída chegou.
-Adoraria ver você dar outra bolada daquela na Emanuela. - Roberta ficou super empolgada depois da aula de Educação Física.
-Nem brinca com isso.
-Só não gostei dessa professora.
-Deve ser porque vocês são muito parecidas.
-Eu achei ela muito metida. - ela continuou. - O que você disse?
-Vocês são muitos parecidas.
-Parecidas como?
-No jeito de falar, de agir, até na aparências vocês são parecidas.
-É sério?
-Sim.
-Depois dessa. Vamos embora.
Saímos da escola. Eu fui por um lado e ela estava indo pelo lado oposto.
-Aonde você vai? - eu perguntei.
-Eu preciso pensar sobre o que você acabou de me falar.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rehab-Capítulo 60

-Chega. Vocês dois parem com isso. - ela gritou.
-É melhor nós começarmos a jogar logo. - alguém disse.
-Exato. - a professora concordou.
Ela dividiu a turma em dois times e  entregou a bola.
-Podem começar. - ela era a juíza.
O jogo foi muito ruim, a parte mais interessante foi a bolada que eu dei na Emanuela sem querer. Ela foi direto para o chão, a professora se aproximou da Emanuela para ver com ela estava.
A Emanuela se levantou e veio falar comigo.
-Garota, você perdeu a noção do perigo? - ela perguntou para mim, vermelha de raiva.
-Foi sem querer. - respondi tentando conter o riso.
-Ah. Sei que foi sem querer.
-Foi sem querer, sim. - a professora interrompeu.
-Eu quero te matar. - ela disse olhando para mim.
-Mas não na minha aula. - a professora interrompeu novamente. - voltem a jogar.


Rehab-Capítulo 59

Fomos para nossa sala juntamente com outros colegas. Uma professora provavelmente de Educação Física, estava parada na porta da sala.
Quando todos os alunos haviam entrado na sala, ela também entrou.
-Bom dia pessoal. - ela cumprimentou a sala. - Meu nome é Patrícia, eu sou professora de Educação Física. Vou substitui o Bruno, ele está de licença médica.
-O que aconteceu com ele? - uma das meninas perguntou.
-Ele quebrou a perna.
Algumas meninas lamentaram o fato do professor ter quebrado a perna.
-Vão trocar de roupa e nós nos encontramos na quadra.
Fomos para o vestiário, trocamos de roupa e nos direcionamos até a quadra.
-O que nós vamos fazer hoje? - o Leonardo perguntou.
-Vocês irão jogar vôlei.
-Pergunta idiota Leonardo. - o Renan disse. - Olha a rede no meio da quadra.
-Meninos eu disse que vocês iriam jogar vôlei e não praticar luta livre.
-É que esse menino é muito idiota.
-Você consegue ser muito mais. - O Leonardo retrucou.
Renan estava quase batendo no Leonardo quando a professora segurou ele.