sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 129

-Com assim?
-Você fez a sua escolha. De se casar, cuidar da suas filhas. E eu fiz a minha, de seguir em frente e não sofrer por sua causa.
Essa história me surpreende a casa vez que é citada e ainda tem muita coisa oculta.
-Você não deixou falar o que eu queria.
-Então fala.
-Eu vou me divorciar da Amanda.
Quase cai para trás quando escutei o que o meu pai disse. Sempre achei que seria impossível os dois se separarem.
-Por que você mudou de ideia?
-Eu percebi que não vale apena nós continuarmos juntos, isso só está trazendo problemas.
-Eu tentei avisar.
-E não adianta continuar mentindo. Eu não amo ela.
-Mas por que você está me dizendo tudo isso?
-Porque eu gosto muito de você.
-Pode parando.
-Eu já entendi e aceito a sua decisão.
-Assim espero.
Já não prestava mais atenção na conversa deles, eu estava perplexa.
Percebi que a Taís estava vindo na minha direção, mas não tive reação alguma.
-Any, você escutou alguma coisa?
-Só o importante.
-Se acalma, você não se isso vai acontecer.
-Você sabe que vai, você conhece ele melhor do que eu.
-Não dá para mentir.

Rehab-Capítulo 128

-Você não dá motivos para isso.
-E será que eu preciso dar motivos?
-Talvez sim.
-Não acho.
Deixei ela sozinha e fui para o meu quarto.Me joguei na cama.
Precisava ficar sozinha.
Chaga de pessoas que não me intende.
Fiquei um longo tempo sozinha com os meu pensamentos, minhas indecisões, minha decepções.
Chegou uma hora que já não estava me aguentando.
Liguei a televisão e abri a janela. Para minha minha surpresa, meu pai e a Taís estavam conversando no jardim.
Fui até a sala para ver se conseguia escutar a conversa dele.
-A Amanda está? - a Taís perguntou.
-Não.
-Imaginei. -ela disse . - E por que você me ligou?
-Nós precisamos conversar.
-Sobre o quê?
-Sobre nós.
-Pode parando. Nós não temos nada para conversar.
Não estava entendendo nada, sempre achei que ela também gostasse dele.

Rehab-Capítulo 127

-Criança, você está assistindo muita novela.
-Eu não assisto novela.
-Filmes, séries, qualquer coisa.
-Não adianta tentar mentir. Você só quer se enganar.
-Me enganar?
-É, porque todo mundo já percebeu como você fica quando está perto dele, quando alguém fala sobre ele.
-Essa conversa acabou aqui.
A Nathaly saiu irritada.
-Você sabe como irritar uma pessoa. - a Hilary disse.
-Quando eu vejo já aconteceu.
-Como se você não se sentisse bem depois de fazer isso.
-Na verdade eu não me sinto. A minha intensão é fazer uma coisa e acabo irritando a pessoa.
-Acontece tudo assim?
-É.
-Mas não parece.
-Eu sei. Quem vê do lado de fora, nunca vai ter a mesmo visão de quem está do lado de dentro.
-Verdade.
-Eu só queria que as pessoas acreditassem um pouco mais em mim.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 126

-O professor de Educação Física. Você gosta tanto dele, achei que você pudesse ter alguma notícia.
-Eu mereço essas suas piadas de mal gosto.
-Não foi piada.
-Pior ainda.
-Não sei por que você detesta tanto ele.
A Nathaly ficou pensando por algum tempo.
-Nem você sabe.
-Lógico que eu sei. - ela respondeu assustada. - Ele é muito idiota.
-Você já ouviu aquele ditado "Quem briga, ama"?
-Não.
-Já ouviu, sim. Você que não quer assumir que pode estar apaixonada por ele.
-Eu tenho namorado.
-Isso não quer dizer nada.
-O que você quer dizer com isso?
-Que você pode até estar namorando, mas vocês podem não se amar.

Rehab-Capítulo 125

-Onde você estava?
-Passeando.
-Não gosto quando você saí sozinha, sem rumo.
-Como se você se preocupasse comigo.
-Eu me preocupo com você.
-Vou fingir que acredito.
-Tem outra pessoa que se preocupa muito com você.
-Quem?
-A Alice. Ela me pediu para avisar que a amanhã vocês vão sair.
-Mas amanhã é domingo.
-Ela sabe.
-E o que nós vamos fazer?
-Não sei, ela não me falou.
-Até amanhã eu já morri de curiosidade.
-Não fala isso nem brincando.
-Para de ser dramática.
-Eu que sou dramática?
-É.
-Vai arrumar alguma coisa ara fazer.
-Você sabe como o Bruno está?
-Que Bruno?

Rehab-Capítulo 124

-Na minha opinião é tudo ao meu redor que está diferente.
-Mas não é, tudo continua como sempre foi.
-Só a minha vida que  não.
-Eu percebi.
-Está tudo tão diferente, tão desorganizado.
-As vezes pode estar tudo do mesmo jeito e você acha que tudo mudou.
-Pode ser.
-Está tudo tão confuso, né?
-Com você sabe?
-Dá para ver nos seus olhos.
Não disse mais nada.
-Acho que já podemos voltar. - ele disse.
-Podemos.
Fizemos o caminho de volta sem conversar, a conversa que tivemos foi  suficiente.
Quando chegamos me despedi dele.
-Obrigada por me acompanhar.
-De nada.
-Tchau.
-Até segunda.
Logo quando entrei em casa, a Nathaly veio falar comigo.

Rehab-Capítulo 123

-Impossível.
-Gracinha agora não. Por favor.
-Aonde você está indo?
-Para qualquer lugar.
-Você não está em condições de sair sozinha. - o Luke disse. - Eu vou com você.
-Não vai, não.
-Então você também não vai.
-Você é muito chato.
-Todo mundo me diz isso, mas eu não acredito.
-Se eu fosse você acreditava.
-Posso ou não ir com você?
-Pode. - ele conseguiu me convencer.
-E aonde vai?
-Não sei,estou meio sem rumo.
Voltamos a caminhar.
-O que te deixou assim?Tão abalada.
-Problemas familiares.
-Entendi. - O Luke ficou me encarando. - É isso que tem te deixando estranha ultimamente?
-Mais ou menos. - respondi. - Está tão aparente que está acontecendo alguma coisa comigo?
-É a única resposta lógica para você estar tão diferente.

Rehab-Capítulo 122

Não sabia o que estava sentindo naquele momento, mas sabia que eu estava enlouquecendo de raiva por causa do desprezo dos meus pais.
Resolvi dar um passeio.
Saí de casa sem avisar ninguém.
Quando estava saindo esbarrei  no Luke, um amigo do Luca e também integrante da banda "Unbroken". Eu simplesmente odiava ele.
-Não olha por onde anda? - ele perguntou.
Não respondi, continuei andando.
Depois de mais alguns passos, percebi que alguém estava me seguindo.
-Luke, o que você quer?
-Por que você me odeia tanto?
-Porque você é chato, irritante, metido. - na minha cabeça ele era assim.
Parei de andar e olhei para ele.
-Você está chorando? - o Luke perguntou.
-Não. - respondi secando as lágrimas que escorriam.
-Aconteceu alguma coisa?
-Não.
-Se não tivesse acontecido alguma coisa, você não estaria chorando e nem triste.
-Me esquece.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 121

-Eu já vou.
-Você vai procurar um psicólogo para Any?
-Pretendo falar com a Taís ainda hoje.
-Com quem? - meu pai perguntou assustado.
-A Anahy não vai fazer tratamento com essa mulher.
-Você já não desistiu da Any?E sou eu que vou pagar.
-Irmãozinho, essa Taís é aquela por quem você é apaixonado?
Meu pai não respondeu.
-É sim. - mas a Alice respondeu.
-Alice. Para. - meu pai gritou.
-Alice, vai  embora. - minha mãe ordenou.
Ela saiu do escritório e me encontrou sentada no chão, logo atrás dela estavam os meus pais e a Sandra.
Me levantei e saí.
A Alice veio atrás de mim e me segurou pelo braço.
-O que você ouviu?
-Tudo, quase tudo.
-Não era para isso ter acontecido.
-Mas aconteceu.
Fui para o meu quarto.
Comecei a desfazer a minha mala. Encontrei o meu diário no meio das minhas roupas, joguei o diário no chão o mais longe possível de mim.

Rehab-Capítulo 120

-Sandra, cala a boca. Quando eu pedir a sua opinião eu aviso. - a Alice disse gritando. Nunca vi a minha irmã tão alterada.
-Agora eu entendi porque a Anahy é tão rebelde. Parece que vocês dois resolveram não educar os filhos ou não deram educação no lugar de onde essa coisa veio.
-Sandra, eu não dou o direito de você falar assim das minhas filhas. Quando você tiver filhos os eduque do jeito que você quiser.
-E ela pode falar do jeito que quiser comigo.
-Já dissemos para você não se intrometer no nosso assunto.
-Tudo bem.
-E Alice, a sua mãe tem razão, nós já fizemos ela passar em três psicólogos e ela rejeitou todos.
-Se vocês quiserem eu procuro um e pago.
-Vai ser responsabilidade só sua.
Meus pais estavam pouco se preocupando comigo.
-Jonas, já que você não vai mais gastar dinheiro com as suas crias, bem que você poderia aumentar aquele dinheiro que você deposita para mim.
-Não acredito nisso.
-Alice, não se mete, isso não é problema seu. - a Sandra disse, devolvendo toda ignorância que a Alice teve com ela.

Rehab-Capítulo 119

-Não é questão de querer, é de precisar.
-Alice, você está se preocupando atoa, Any não tem mais jeito. - o que a minha tia estava fazendo junto com eles? - eu já desisti dela.
-Em primeiro lugar, eu não falei com você.
-Garota me respeita.
-Você não tem moral nenhuma para pedir respeito.
-Parem. O motivo dessa conversa é a Anahy. - meu pai apartou a briga delas. - E a Alice tem razão, você não tem nada a ver com essa conversa. - nunca vi meu pai falar assim com a irmã dele.
-A Sandra tem razão, a Any faz com a gente perca o interesse em ajudar ela. - não acreditei no que ouvi da minha própria mãe.
-Não acredito que eu ouvi isso.
-É a verdade. - minha tia disse.
-E o que você propõe para ajudar ela? - meu pai perguntou para Alice.
-Só os remédios não estão ajudando. Eu acho que ela deveria voltar a ter consultas com um psicólogo. - minha irmã sugeriu.
-Nós podemos fazer qualquer coisa, menos pagar um psicólogo, você viu o que ela fez da última vez. Nós só vamos jogar dinheiro fora.
-É sério isso? Vocês está pensando em dinheiro depois da sua filha ter tentado  se matar.
-Alice, o que a Anahy fez só me provou uma única coisa, que ela não quer e não precisa de nada disso que fizemos por ela.
-A minha cunhadinha em razão. - a minha tia concordou com a minha mãe.

Rehab-Capítulo 118

-E também vai prometer que não vai mais fazer nenhuma besteira, será horrível se eu te perder.
-Você não vai me perder.
-Você precisa descansar.
-Roberta, você é muito mais chata do que as minhas irmãs juntas.
-Vai descansar, você precisa.
-Eu não quero.
-As vezes você age igual a uma criança.
-Isso é bom ou ruim?
-Depende da situação.
Abracei a Roberta.
-Então tchau.
-Se precisa de mim é só ligar.
-Pode ter certeza que sim.
-Tchau.
Ela foi embora e mais uma vez fiquei sozinha.
Fui  atrás da Alice. Ela estava conversando com os meus pais no escritório.
Encostei na porta e sentei no chão, queria ouvir a conversa deles.
-O que vocês estão fazendo? - a Alice perguntou.
-Do que você está falando?
-Por que vocês estão ignorando a Any? Ela não precisa disso, a menina precisa de ajuda.
-Ela não quer a nossa ajuda.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 117

-O que você vai fazer com a Bianca?
-A nossa amizade já acabou. Eu praticamente obriguei ela a falar a verdade. Vamos ver no que vai dar.
-Mais confusão.
-Ela falou que vai ter volta.
-Se eu fosse você acreditava.
-Dela pode se esperar qualquer coisa.
-E o pior inimigo é aquele que já foi seu amigo,  porque ele sabe exatamente como te atacar.
-A minha vida já está cheia de problemas e ainda aparece mais esse.
-Os seus problemas só estão começando. As provas bimestrais ainda nem  chegaram.
-Eu enlouqueço só de pensar nessas provas, trabalhos e seminários. É tudo um pesadelo.
-E eu sei que você está perdida em todas as matérias.
-Pior que sim.
-Se você quiser eu posso te ajudar.
-Sério?
-Lógico. Os amigos são para essas coisas.
-Você é minha nerd favorita.
-Mas você vai me prometer que vai se esforçar e que vai voltar para as aulas de músicas.
-Eu até posso me esforçar, mas voltar para as aulas de músicas eu não garanto nada.

Rehab-Capítulo 116

-Eu sei.
Comecei a dar voltas na sala.
-Foi só por isso que você brigou com Bianca?
-Sim.
-E isso, me deixa feliz, porque mostra que você levou em consideração o que te falei, você levou em consideração o meu amor pela música.
-Você falou que cada música que você compõe e como se fizesse parte da sua alma e que se alguém usasse elas para coisas superficiais ou até mesmo um plagio seria como se sua alma se desfragmentasse.
Ouvia atentamente o que ela dizia.
-Seria falta de consideração com os meus sentimentos.
-E o seu amor pela música, o seu talento fascina qualquer pessoa.
-É por causa disso que não tem como ficar muito tempo decepcionada com você.
-Any, você é mais do que uma amiga para mim, é como se fosse uma irmã.
-Você é minha irmã, só não é minha irmã biológica. E isso não  importa para mim, até porque eu tenho duas irmãs adotivas.
-E você ama as duas do mesmo jeito.
-As vezes acontece algumas brigas, uma some durantes anos, mas a gente se ama.

Rehab-Capítulo 115

-Sem motivos. O erro foi dela.
-Sempre que nós achamos que tudo está melhorando acontece mais alguma coisa.
-É a lei da vida.
-Onde estão a mamãe e o papai?
-Não sei, você vai ter que procurar eles.
A Alice foi procurar eles.
E eu precisava  ter uma conversa com a Roberta.
Liguei para ela.
-Oi.
-Preciso conversar com você.
-Pode falar.
-Pessoalmente.
-Estou indo.
Aproximadamente vinte minutos depois, ela estava na porta da minha casa.
-Por que você não me falou o que a Bianca fez?
-Você sempre diz que odeia fofocas, seria exatamente o que eu iria fazer.
-Você nunca levou tão a serio o que eu digo.
-E de alguma forma eu queria que você descobrisse sozinha.
-Estou um pouco decepcionada com você.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 114

-Foram elas que te deixaram na banda até agora.
-Quem te falou isso?
-O Luca.
-Garoto infeliz.
-Você vai dizer toda a verdade para eles.
-Não vou, não.
-Se eu fizer isso, vei ser muito pior.
-Eu falo.
-Boa menina.
-Isso vai ter volta.
-Agora some daqui.
-Você não perde por esperar.
A Bianca foi embora tendo ataques de raiva.
Ela tentou tirar proveito da única coisa que sei fazer, ela se aproveitou da minha paixão pela música, do meu talento para poder conquistar um mérito que nunca foi dela
-O que aconteceu? - A Alice tinha acado de chegar.
-Você está falando da Bianca?
-Sim
-Eu tive uma pequena conversa com ela.
-Pequena, mas bem quente. Ela saiu muito estressada.



Rehab-Capítulo 113


Dez minutos depois ela chegou.
-Sobre o que você quer conversar?
-Lembra de quando você pediu as minhas músicas para cantar naquela banda?
-Lembro.
-Você também lembra que eu coloquei uma condição?A de você dizer que as músicas eram minhas.
-Também lembro e disse que você escreveu as músicas.
-Não disse.
A Bianca ficou extremamente assustada.
-O Luca fez grandes elogios as suas músicas.
-Ele deve ter se enganado.
-Pode ter certeza que não.
-E desde quando você são amigos?
-Não interessa.
Ela estava entrando em desespero e eu estava ficando cada vez mais nervosa.
-Como uma cantora tão horrível, que não consegue escrever nem rimas, compõe músicas tão boas.
-Não abaixa o nível.
-Quem abaixou o nível foi você.
-E as suas músicas não são tão boas.


Rehab-Capítulo 112

-Ela é ótima cantora. - não sei por que elogie ela, pois eu sabia que a Bianca não cantava nada.
-Ela é horrível, a gente só deixou a Bianca na banda por causa das músicas que ela escreve.
-Músicas que ela escreve?
-São ótimas, você já ouviu?
-Já. - lógico que já tinha ouvido, fui eu que escrevi.
-São ótimas, não são?
-Sim.
-Eu não sei como ela consegue ser uma ótima compositora sendo uma cantora horrível.
Eu sei porque, não é ela quem compõe as músicas.
-Eu tenho que ir, depois a gente se fala.
-Até mais.
Estava indignada. Como a Bianca conseguiu trair a minha confiança.
Peguei o meu celular e liguei para ela.
-Oi amiga.
-Nós precisamos conversar.
-Posso ir na sua casa.
-Pode.
-Já estou indo.
Agora fazia sentindo o ódio que a Roberta estava sentindo por ela. A Roberta já sabia de tudo e não me falou nada.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 111

-De preferencia quando você estiver um pouco mais racional.
-Não vi graça.
-Não era para ter mesmo.
Acompanhei a Roberta até a porta.
-Tchau.- ela me deu um beijo no rosto.
-Tchau.
Fui até a rua.
Olhei para os lado na esperança de ver algo ou alguém interessante. A única pessoa que vi foi o Luca. Ele se aproximou de mim.
-Oi. Tudo bem com você? - era a primeira vez que ela falava comigo.
-Tudo e com você?
-Também.
O Luca estava meio tímido, ele estava muito inquieto.
-Por que você não está indo para aulas de música?
-Eu não estou me sentindo muito bem.
-Todos estão sentindo falta da melhor pianista da turma, da melhor cantora.
-Queria muito ser a melhor cantora, a melhor pianista.
-Mas você é.
-Não sou.
-Eu até sugeri para os meus amigos que você estresse na nossa banda, mas eles disseram que só a Bianca está ótimo. - então o Luca queria que eu entrasse na banda dele.


Rehab-Capítulo 110

-Não tem problema.
-Te amo.
-Eu também.
Ela saiu do meu quarto.
-Eu percebi que o clima está meio pesado.
-Pior que está.
-É tudo por causa do que aconteceu?
-É.
-Você se precipitou  um pouco.
-Eu sei. Não devia ter feito isso.
-Mas você já fez. Agora você tem que se preocupar com os dias que virão.
-Essa é a parte difícil.
-O que aconteceu com você?Anahy, você nunca foi assim.
-Eu também não sei o que aconteceu com aquela Anahy.
-Any, você tem que se ajudar.
-Não sei se quero ajuda.
-Esse é o problema. Desse jeito você não vai conseguir ficar melhor.
-É esse o detalhe, eu não quero ficar melhor.
-Sendo assim, ninguém vai poder te ajudar.
-É isso que eu quero.
-Eu já vou para casa.
-Depois a gente se fala mais.



Rehab-Capítulo 109

-Parece que vocês se deram muito bem.
-É. - a Roberta estava muito feliz. - Lembra da Patrícia, a nossa professora de Educação Física?
-Lembro.
-Ela é amiga dos nossos pais e da Taís.
-As vezes eu acho que  o mundo é muito pequeno.
-Parece que é.
Acabei ficando um pouco quieta demais.
-Você não está bem.
-Você me conhece muito bem para eu tentar menti para você.
-Por que você está assim? É por causa do que aconteceu?
-Não. É por causa das consequências do que eu fiz.
-O que aconteceu?
-Meus pais não estão falando comigo.
-E como você está com tudo isso?
-Mal, muito mal.
-Imagino.
-A Alice falou que vai me ajudar.
-Que bom. Você vai precisar da ajuda dela.
Enquanto nós conversávamos, a Nathaly entrou no meu quarto.
-Trouxe um lanchinho para vocês.
-Não precisava.
-Desculpa não ter vindo antes.

domingo, 16 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 108

Não demorei muito para perceber o que havia feito, meu pais não estavam falando comigo.
Tentei ligar para Nathaly, mas ela não atendia o celular. Ligue para Alice.
-Aconteceu alguma coisa? - ela perguntou.
-A mamãe e o papai não estão falando comigo.
-É verdade?
-Por que eu inventaria isso?
-Você tem razão.
-Me ajuda.
-Estou indo te ajudar.
Desliguei o telefone e esperei alguém que não estivesse me odiando chegar.
Não demorou muito para alguém me procurar.
-Você está bem? - a Roberta veio me visitar.
-Sim.
-Seu pai falou para Taís o que aconteceu. E depois ela me falou.
-Ele  foi procurar ela?
-Foi, mas eles são só amigos.
-Eu sei.
-Seu pai estava muito triste e preocupado.
-Como é morar com a Taís?
-Muito legal.



Rehab-Capítulo 107

-Todos estão.
-Esquece isso.
-Vai ser meio impossível.
-Dorme mais um pouco.
Virei para o lado e voltei a dormir.
Quando acordei já havia amanhecido.
-Daqui à pouco você vai ter alta. - a Alice comunicou.
-E nós vamos direto para casa.
-Por quê? - perguntei.
-Por causa da sua maluquice.
-Pai, isso não vai fazer bem para ela.
-Ficar aqui também não.
-Não quero que vocês briguem por minha causa.
-Nós vamos para casa. Está decidido.
-Tudo bem. - fui obrigada a concordar.
Pouco tempo depois, o médico me deu alta.
Logo que saí do hospital, fui para casa da minha irmã arrumar a minha mala.
Me despedi da minha irmã e do Bernardo.
Antes de sair. Me aproximei da Alice e disse para ela.
-Você ainda tem muita coisa para me explicar.
Entrei no carro e voltei para casa.
Cheguei em casa muito cansada.

sábado, 15 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 106

Quando me colocaram no chão, comecei a vomitar toda água que engoli.
Desmaiei.
Todos estavam preocupados, quando eles me viram acordar se aliviaram.
Eu estava em um quarto de hospital.
-Por que você fez isso? - minha mãe perguntou.
Não consegui responder, ela saiu do quarto antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
-O que aconteceu? - perguntei.
-Você se jogou do pier.
-Lembrei.
-O Bernardo te tirou da água.
-Por que você fez isso? - meu pai fez a mesma pergunta que a minha mãe.
-Porque eu não aguento mais tudo isso.
-Isso não resolveria nada.
-Para você não.
-Nem para você.
-Eu quero ficar sozinha.
Eles saíram do quarto.
As palavras da Alice me fizeram refletir. Mas não por muito tempo, pois estava com muito sono.
Dormi um pouco.
A Alice estava do meu lado quando acordei.
-Parece que você é a única pessoa que não está com raiva de mim.
-E por que eu estaria?


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 105

-Podemos pedir o jantar? - meu mãe perguntou.
Meu pai chamou o garçom, ele nós entregou o cardápio.
Pedimos frutos do mar.
o jantar estava maravilhoso.
-Podemos ir? - meu pai perguntou.
-Vamos ficar um pouco a praia. Eles fazem alguns shows, feiras e várias outras coisas à noite.
-Boa ideia. - minha mãe concordou.
Meu pai chamou o garçom novamente, pediu a conta e depois pagou.
Fomos para praia, que fica do outro lado da rua.
Estávamos próximo ao mesmo pier, que já tinha ido duas vezes.
-Vamos até o pier. - minha mãe sugeriu.
Caminhamos até o final do pier.
Aquela mesma vontade de me jogar do pier me invadiu.
Sentei no peitoril.
-Cuidado, você pode cair. - meu pai advertiu.
Nunca senti tanta vontade de me suicidar igual a quando eu estava ali.
Inclinei o meu corpo para trás e deixei a gravidade me derrubar. Caí na água e comecei a afundar.  Estava me afogando e engolindo muita água.
Estava quase apagando quando senti alguém me puxar pela cintura.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 104

-Bernardo, você trabalhando com o que? - meu continuou, mas com outra pessoa.
-Eu sou web designer. - ele respondeu tímido.
-Pai, é meio tarde para você fazer isso, nós já somos casados.
-Como você conheceu a Alice?
-Na faculdade de computação gráfica.
-Você fez faculdade de computação gráfica? - meu pai perguntou para Alice.
-Dois anos.
-Você e os seus pais são de onde?
-De Madri.
-Quando vocês começaram  a namorar? - os dois se olharam.
-Há uns dois anos.
-Há quanto tempo vocês estão casados?
-Há um ano. - o Bernardo respondeu.
-Vocês planejaram ter esse filho? - a Alice e o Bernardo se olharam assustados.
-Claro que sim. - Bernardo respondeu confuso.
-Acabou? - a Alice perguntou.
-Por enquanto sim.
Depois de todo o interrogatório, todos estavam rindo.

Rehab-Capítulo 103

Peguei a primeira roupa que achei e coloquei.
Voltei para sala.
-Agora sim podemos ir.
-Esse restaurante fica muito longe daqui?
-Não.
Entramos no carro.
A Nathaly foi com o seu namorado e  a Alice foi com o Bernardo.
Chegamos no restaurante quinze minutos depois. Uma mesa já estava reservada para nós.
Pedimos algumas coisas para comer antes do jantar.
Meu pai resolveu puxar assunto.
-Ricardo,você trabalha com o que?
-Vai começar. - brincou a Alice.
-Eu sou diretor de uma empresa.
-Muito bom. Você e a minha filha se conheceram onde?
-Em uma festa.
-Você e os seus pais são de onde?
-O que é isso? Um interrogatório policial? - a Nathaly perguntou.
-Pode ter certeza que é muito pior. - a Alice respondeu rindo.
-Meu pai é alemão e a minha mãe é brasileira, eu também sou brasileiro.
-Interessante.
-Pai, chega. - a Nathaly interrompeu o interrogatório.

Rehab-Capítulo 102

-Eu senti  isso muito bem.
-Me desculpa.
-Dessa vez vou deixar passar.
-Agora vamos.
Peguei o meu diário e saí junto com ela. Durante o caminho até a sala, eu não disse nenhuma palavra.
Todos estavam na  sala, sem exceção, até a Nathaly e o seu namorado também estavam.
-Encontrou ela. - disse a Nathaly.
-Então já podemos ir. - meu pai disse.
-Ir para onde? - perguntei.
-Nós combinamos de ir jantar em um restaurante, por isso a Alice foi te chamar. - minha mãe explicou.
Olhei para o relógio, era quase sete da noite.
-Eu só vou trocar de roupa.
-Não demora.
Fui trocar de roupa.
Então a Alice não foi me procurar porque estava arrependida, era porque ela precisa me encontrar.
Passei primeiro no quarto dela, procurei aqueles papéis, achei alguns guardados em uma gaveta, levei para o meu quarto e guardei na minha mala.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 101

Fechei o diário. Olhei bem ao meu redor. Tudo isso para mim era um sonho, todos esses instrumentos.
Tinha algumas partituras no teclado, dei uma leve lida nelas e comecei a tocar.
É isso que me acalma, me consola, me fortalece cada dia que passa. A música virou uma  religião para mim.
Continuei tocando. Tocar é a única coisa que sei fazer.
Ouvi a porta se abrir. Olhei para trás para ver quem era.
-Te encontrei. - a Alice estava preocupada e ofegante.
Iria perguntar como ela destrancou a porta, mas logo imaginei que ela poderia ter outra chave.
-Por que você estava me procurando?
-Achei que você tinha saído.
-Ou melhor fugido.- completei.
-Não deveria ter agido com você daquele jeito. As vezes eu sou muito irracional.
-Acho que eu percebi isso.
-Eu estou me sentindo muito sobrecarregada, pressionada, irritada. E cada vez que eu lembro que tudo isso não vai fazer bem para o bebê eu acabo ficando ainda mais irritada e desconto no primeiro que aparece. - era a primeira vez que ouvi ela falar de sua gravidez.

Rehab-Capítulo 100

-Arruma alguma coisa para fazer. Me esquece.
-Tudo bem.
Saí do quarto dela e fui para o meu.
Peguei o meu diário e fui o mais longe possível da Alice.
Me tranquei no estúdio dela.
Comecei a escrever.

Quando eu acho que nada pode piorar, sempre acontece mais alguma coisa.
Há alguns minutos, eu consegui discutir com a minha irmã mais velha.
A gente sempre se deu tão bem, a Alice sempre cuidou de mim. E isso nunca aconteceu. Estou um pouco assustada e decepcionada com a atitude dela.
Toda essa situação aconteceu por causa de alguns papéis que eu encontrei no quaro dela.Sei que não devia ter mexido, mas eu faço tudo ao contrário do que penso.
só quero saber o que tem naqueles papéis. Será que se eu juntar todos os fatos que já descobri conseguirei saber o que ela quer esconder? Espero que sim.

Rehab-Capítulo 99

-Que maravilha. - ela disse com tom de ironia.
-Eu pensei que você gostasse de psicologia.
-Eu também, até eu ter que fazer faculdade.
-Não estou entendendo.
-Falei demais.
A Alice fechou o livro e saiu.
-Alice me explica isso direito. - gritei.
Tentei ir atrás dela, mas ela já havia sumido. Achei que ela pudesse ter ido para o seu quarto, fui até lá.
Não a encontrei. Mas o quarto parecia ter sido desarrumado. Havia vários papéis em cima da cama, peguei alguns para ver do que se tratava.
No começo não entendi muito bem do que se tratava os papéis, mas depois notei que eram documentos do casamento da Alice.
-O que você está fazendo aqui? - ela entrou no quarto.
-Que papéis são esses?
-Não é do seu interesse. - a Alice pegou os papéis da minha mão.
-Por que você está agindo desse jeito?Você nunca foi assim.
-Você nunca conviveu comigo para saber se eu sou assim ou não.
-Jurá que você prefere complicar tudo?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 98

Vi que ele estava fazendo uma capa de revista.
Pouco tempo depois ele voltou.
-A capa está muito bonita.
-Você gostou?
-Sim, mas eu acho que você poderia trocar a fonte e colocar uma cor mais escura.
Ele se concentrou novamente no seu trabalho.
-Ficou muito melhor.
-Também acho.
-Você leva jeito para isso.
-Sério?
-É.
-Acho que só foi um bom palpite.
-Pode até ser.
Voltei a dar voltas na piscina, o Bernardo voltou a trabalhar.
Quando cansei de andar, fui para sala.
Saí do "mundinho" que criei e foquei na realidade. Meu pai havia sumido e minha mãe estava desesperada por causa disso, não vi a Hilary desde a hora que chegamos e Alice estava sentada no sofá tentando se concentrar em um livro da faculdade.
-Que coisa chata. - ela falou para si mesma. Antes de perceber que eu também estava na sala.
Ela olhou para mim com certo constrangimento.
-Você ouviu o que eu disse?
-Sim.

Rehab-Capítulo 97

O Bernardo estava sentado em uma poltrona, com o notebook apoiado nas pernas. Ele olhou  para mim e depois voltou a se concentrar no que estava fazendo.
Fiquei dando voltas na piscina.
-Aconteceu alguma coisa? ele perguntou.
-Não.
-Você parece preocupada.
-Eu realmente estou um pouco preocupada.
-Por que?Posso saber?
-Não é nada muito importante.
-Se não fosse nada importante, você não estaria preocupada.
-Pode ser.
-O que está te deixando assim?
-Estou preocupada com a escola. Eu não consegui entender nada.
-E por que você não pede ajuda para professora?
-Não sei. Acho que  não estou muito interessada no que ela está ensinando.
-Isso já é outra situação.
-Eu sei.
-Pede ajuda para uma amiga, as vezes ela pode  te ajudar.
-Será que isso pode dar certo?
-Lógico que pode.
Enquanto nós conversávamos,a Alice chamou ele. O Bernardo deixou o notebook e saiu.

Rehab-Capítulo 96

Na escola tudo está indo de mal a pior, a semana de provas está chegando e eu não aprendi nada. Não sei se quaro continuar no curso de música, meu número de faltas só está aumentando. Em casa está tudo como sempre foi, brigas e mais brigas. A minha vida está uma bagunça.
-Acho que não tenho bons motivos para gostar da minha vida.
Estava ficando com sono. Percebi isso depois que os meus olhos começaram a fechar.
Simplesmente apaguei.
Acordei duas horas depois, com dor de cabeça.
Fui para cozinha, atrás de algum remédio.
-Conseguiu dormir? - minha mãe perguntou.
-Sim. Só não acordei muito bem.
-Por quê?
-Estou com dor de cabeça. Você sabe onde tem  remédio?
-Eu tenho. Vou pegar.
Minha mãe foi pegar o remédio. Enquanto isso, eu peguei alguma coisa para comer.
Ela voltou com um comprimido.
Tomei o comprimido. E terminei de comer o meu lanche.
Fui para o jardim.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 95

-Tchau.
Saí do meu quarto.
Estava indo para cozinha quando encontrei a minha mãe.
-Aonde você pensa que vai cheia de areia? - não percebi que estava com areia. - Vai tomar um banho.
-Acho que não tenho outra escolha.
Fiz o que ela mandou. Tomei um banho rápido. Troquei de roupa. Me olhei no espelho novamente.
Na minha frente estava a pessoa que eu mais odiava.
-Posso entrar? - A Alice perguntou.
-Pode.
-Como está sendo passar esses dias aqui?
-Um pouco confuso.
-Por quê?
-Eu não consigo me divertir.
-E por que isso acontece?
-Quando eu começo a me divertir eu lembro que daqui a alguns dias a minha vida vai voltar ao normal. E isso me desanima.
-Eu pensei que você gostasse da sua vida.
-Mas eu não gosto.
-Descansa um pouco.
Ela saiu do meu quarto.
Deitei um pouco.
Comecei a pensar na minha vida.

Rehab-Capítulo 94

-Onde você está? - ela atendeu o celular.
-Na casa da Alice, vou passar  o fim de semana na casa dela. - respondi. - Aconteceu alguma coisa?
-Eu saí de casa.
-E onde você está?
-Na casa da Taís.
-Por que?Aconteceu alguma coisa?
-Eu briguei com a minha mãe.
-Qual foi o motivo da briga?
-Pensa em uma pessoa que consegue irritar  a minha mãe e a sua?
-A Taís.
-A Minha mãe falou mal da Taís, eu resolvi defender ela. A partir disso começou a nossa briga. - ela explicou. - A minha mãe só não me expulsou de casa, porque eu saí antes.
-Não intendo como ela consegue arrumar tanta confusão.
-Nem eu.
-Tem mais coisa nesse história que eu ainda não sei.
-Muito mais.
-E você está bem?
-Sim. A Taís é uma pessoa muito legal, eu julgava ela sem a conhecer direito.
-Que bom que vocês se deram bem.
-Também acho. Mas agora eu tenho que ir.Tchau.

Rehab-Capítulo 93

Depois de mais algum tempo andando, paramos e sentamos na areia.
Ficamos olhando para o mar sem dizer nada. Acho que ela também estranhou essa situação,afinal, a gente mal se falava.
-Isso é um puco estranho para mim. - eu disse.
-Para mim também.
-Nós nunca passamos tanto tempo juntas.
-É verdade.
-É por esse motivo que estamos estranhando essa situação.
Deitei na areia e fiquei pensando na minha vida. A Hilary deitou ao meu lado.
O tempo foi passando. Eu não estava me preocupando com nada, precisava aproveitar esse tempo. Depois desse fim de semana a minha vida voltaria ao normal.
-Vamos embora? - a voz da Hilary me tirou do transe em que eu estava.
-Que horas são? - perguntei.
-São quase 11 horas.
Já fazia um boa tempo que nós estávamos na praia.
-Vamos.
Voltamos para casa.
Estava tudo quieto quando chegamos. Todos estavam ocupados.
Fui para o meu quarto pegar o meu celular, vi uma ligação perdida da Roberta.
Retornei a ligação.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 92

Foi uma sensação muito estranha.
Arrumei o cabelo. Coloquei meu óculos. Peguei a minha câmera e saí.
-Podemos ir? - ela perguntou.
-Podemos.
A praia estava vazia por causa do horário.
-Você andou por aqui naquele dia?
-E tirei fotos lindas.
-Depois você me mostra?
-Mostro.
A Hilary me puxou até a beira do mar.
A água estava gelada. Os poucos raios de sol que já haviam saído não conseguiram deixar a água agradável.
Me afastei um pouco do mar.
-Tem medo de água?
-Não. Só não gosto de água gelada.
-Fala sério.
-Verdade. É igual ao seu medo de piscina.
-Eu não tenho medo de piscina. Eu só não gosto.
-Então não fala de mim.
-Não falo mais isso.
Ela me abraçou.
É muito melhor ser sua amiga do que inimiga.
-Também acho.
Continuamos o  nosso passeio.

Rehab-Capítulo 91

Quando me levantei, vi que a Hilary já havia acordado.
Estava com muita fome, por isso fui direto para cozinha. Todos já estavam tomado café.
Olhei atentamente para os meus pais. Eles estavam conversando como se nada tivesse acontecido.
Me sentei à mesa junto com eles.
-Dormir bem? - minha mãe perguntou. - Sua irmã disse que vocês foram dormir muito tarde.
-Sim.
-Por que vocês foram dormir tão tarde?
-Nós estávamos sem sono. -  Alice respondeu.
-Anahy, não quero que você faça isso de novo.
-Tudo bem.
Eu ainda estava com sono. Por causa disso, demorei para tomar café. Depois que terminei de comer, fui trocar de roupa.
-Vamos passear na praia? - A Hilary estava com uma disposição ótima.
-Vamos. Só vou trocar de roupa.
Ela saiu do quarto.
Coloquei o meu biquíni, um short e uma camiseta por cima. E fiz uma coisa que eu não fazia há muito tempo. Me olhei no espelho.

Rehab-Capítulo 90

As horas passaram. E eu continuava sem sono. A Alice também  parecia estar sem sono, depois de horas lendo, ela não demonstrava cansaço.
Eram 4:30min quando meu pai chegou.
-Vocês ainda estão acordadas?
-Não. É só a sua imaginação que acha que você está nos vendo acordadas.
-Anahy, brincadeirinhas de mal gosto a essa hora não. Por favor.
O meu pai foi para o seu quarto.
A Alice estava se segurando para não rir.
-Essa foi criativa.
-Eu achei que foi boa.
-Mas agora você ir dormir.
-Você também.
Fui para o meu quarto. Ela me acompanhou.
-Boa noite.
Ela foi embora.
Fiquei pensando no que meu pai fez no tempo em que ficou fora de casa. Não foi uma boa ideia. O melhor a fazer seria dormir.

Acordei meio atordoada.
Ainda era 8:30min, tentei voltar a dormir, mas não consegui.

domingo, 2 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 89

Percebi que ela quis ocultar a capa do livro que estava lendo. Fui mais esperta que ela e consegui pegar o livro, era sobre psicologia.
-Você mentiu para mim.
-Eu não menti, só ocultei alguns fatos.
-Por que você fez isso?
-Por receio. Eu achei que se eu tentasse me aproximar de você sabendo a verdade, você iria se afastar, rejeitar.
-Por que vocês tem mania de achar que mentir é melhor que falar a verdade?
-É como se fosse uma autoproteção.
-Um jeito errado de tentar se proteger.
-Verdade.
Folhei os livros que estavam com ela.
O meu silêncio estava incomodando a Alice.
- Você está chateada comigo?
-Chateada com você?Não. Por que eu estaria?
-Por nada.
Eu sabia o porque da pergunta. Mas para mim, uma boa e simples conversa resolve qualquer situação.
Ela voltou a estudar.
Liguei a televisão e comecei a assistir um filme que estava passando.

sábado, 1 de setembro de 2012

Rehab-Capítulo 88

-Eu sei.
Enquanto nós conversávamos, meu pai pareceu na sala.
-O que vocês duas estão fazendo aqui?
-Eu que pergunto, o que você está fazendo aqui? - A Alice perguntou.
-Você vai se encontrar com ela? - eu perguntei.
Ele não me respondeu, apenas me deu um beijo na testa e saiu.
A Alice me abraçou.
-Esquece isso.
-Por que ele faz isso?
-Não sei.
-É por que ele não ama a mamãe?
-De onde você tirou essa ideia?
-Da história que você me contou.
-Ele gosta da mamãe, mas com o tempo esse amor foi diminuindo. Por causa das brigas, as traições foram surgindo. A mamãe descobriu que ele ama a Taís.
-Então eles começaram a brigar antes dela descobrir tudo?
-Sim.
-E por que eles começaram a brigar?
-Isso você vai ter que perguntar para eles.
Fiquei em silêncio por um bom tempo.
-O que você está fazendo?