quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Web Histórias

ACABOU.
Mais uma história chegou ao fim, mas daqui a pouco vem outra.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 202

-Cuidem bem dela. - minha mãe disse para o monitor.
-É o nosso dever.
Minha mãe me abraçou e não me soltou mais.
-Mãe solta.
-Não.
-Mãe.
Meu pai puxou ela.
-Calma.
Me despedi de todos.
-Boa sorte e divirta-se. - a Alice disse para mim.
-Vou tentar.
Eles entraram no carro e se foram.
-Pronta para se reabilitar da forma mais legal que você já viu?
-Acho que sim.
O monitor, que não era muito mais velho que eu, me achou com as malas.
-Até porque eu nunca me reabilitei.
-Lógico que já. Todos nós nos reabilitamos a alguma coisa, as vezes sem perceber.
-Esse camp vai ser chato igual a você?
-Por que você não entra  e vê?
-Lá vou eu.

                                                [ The End ]

Rehab-Capítulo 201

A Alice fechou a porta e saiu.
Eu fechei os olhos e tentei ter bons sonhos.

-Acorda. - a minha mãe me chamou baixinho.
-Que horas são?
-Bem cedo.
-Percebi.
-Você precisa estar as nove horas lá.
-Já estou levantando.
Levantei da cama sem pressa nenhuma. Fui para o banheiro, tomei banho e fui colocar a minha roupa que fiquei horas escolhendo, afinal, quero dar boa impressão.
Fui tomar café.
Coloquei a minha mochila e a mala no carro da  Alice. Me despedi da Hilary e da Nathaly, os outros iriam comigo. Meu pai foi no carro dele junto com a sua namorada, a minha mãe foi comigo no carro da Alice.
Fiquei três horas mofando dentro do carro até chegar ao bendito camp.
-Bem-vinda  Anahy Taylor. - disse o monitor.
-Any. - corrigi.
-Bem-vinda Any. - o monitor me cumprimentou novamente.
-Obrigada.
Olhei para a minha mãe, ela estava chorando.
-Se cuida.
-Pode deixar.

Rehab-Capítulo 200

Depois nos reunimos na sala e cada um falou sobre a sua viagem de férias. Começou com a Hilary, que iria junto com umas amigas da escola em uma vigem para o Rio de Janeiro. Logo depois foi a vez da Nathaly falar sobre a sua viagem, ah ela assumiu que gosta do Bruno e eles vão juntos nessa viagem para Recife. Meu pai falou que a sua viagem e a da Patrícia seria um cruzeiro de quinze dias. Minha mãe nega, mas ela arrumou um namorado e eles vão para a Baixada Santista com mais alguns amigos. A Alice o Bernardo vão conhecer a nova casa deles em Los Angeles. Eu fui a última a contar sobre a minha viagem.
-Eu vou para um camp. Não façam perguntas porque eu não sei de mais nada, pois ninguém me falou.
-Depois dessa, dormir é uma ótima opção.
-Também acho. Vamos viajar todos amanhã.
Meu pai foi para sua casa. E na minha todos já estavam na cama, só eu que não . A Alice já estava quase me amarrando.
-Você andou bebendo café?
-Não.
-Então por que você está assim?
-Ansiedade.
Ela apagou  a luz do meu quarto, deitou do meu lado e me abraçou.
-Vai ser um camp como qualquer outro.
-Não vai.
-Boa noite. Tenha bons sonhos.

Rehab-Capítulo 199

Ficamos no parque até o anoitecer. Depois fomos devolver as bicicletas na casa da Roberta e eu me despedi dela.
-Até mês que vem. - ela disse, chorando.
-Não falta muito.
-É muito sim. - a Roberta me abraçou com tanta força que eu fiquei sem ar.
-Eu vou voltar igual.
-Acho que não.
-Tá, só em algumas coisas eu vou voltar diferente. Vou voltar melhor.
-Eu gosto de você assim, mas como eu não quero te perder é melhor você ir.
-Até mês que vem.
Dei outro abraço nela e voltei para casa.
-Direto para o banheiro. Vai tomar um banho. - a minha mãe mandou.
Tomei um mega banho e coloquei a minha roupa favorita, provavelmente era a roupa mais velha que tinha dentro do meu guarda-roupa.
-O jantar está pronto. - a Alice passou no meu quarto para me avisar.
Jantamos todos juntou, inclusive meu pai e a Patrícia. Minha mãe por algum milagre não implica com mais ninguém, nem com a Taís, que continua casada e está grávida.
O jantar foi maravilhoso.

Rehab-Capítulo 198

-Na minha casa tem.
-Vamos até lá pegar e depois vamos para o parque.
-Ótima ideia.
Pegamos as bicicletas na casa da Roberta e fomos para o parque.
Durante o nosso passeio encontrei o meu pai passeando com a nova namorada dele, que eu já conhecia, ele estava namorando com a Patrícia, minha professora de Educação Física. Acenei de longe quando eles me viram, não queria atrapalhar o passeio deles e nem o meu.
A Roberta parou e ficou me olhando.
-O que foi?
-Seu pai e a minha estavam tendo um caso.
-Eu sei.
-Nós fomos meio que irmãs durante alguns dias. - ela disse.
-Você é minha irmã.
-Forever?
-Forever.
-Isso é ridículo.
-Final de filme.
-Também achei.
-Então vamos parar porque essa história não acaba agora.
-Verdade.
-Melhor nós voltarmos a pedalar antes que eu comece a chorar. - a Roberta confessou brincando.
-Não duvido.

Rehab-Capítulo 197

-Você é normal.
-Não para essa sociedade.
-Para mim você é e isso já é o suficiente.
-Para com isso, eu sei que você nem vai sentir minha falta.
-Lógico que vou. Imagina se você arruma outra melhor amiga.- ela disse, com lágrimas nos olhos.
-Se eu arrumar outra melhor amiga, você também irá arrumar porque para ela ser minha melhor amiga terá que ser sua também.
-Se eu não gostar dela.
-Não complica tudo e  para de se precipitar.
-Terminou de arrumar tudo?
-Pelo que está na lista, sim.
-Você fez uma lista?
-Não. Minha mãe, meu pai e a Alice fizeram.
-É muita gente para uma lista só.
-E uma mochila muito pequena.
-Na verdade são uma mochila e uma mala.
-Pode ser.
-Vamos aproveitar nosso último dia antes da viagem.
-Demorou.
-O que nós podemos fazer?
-Não sei.
-Vamos andar de bicicleta.
-Eu não tenho bicicleta.

Rehab-Capítulo 196

-Basicamente.
-E nós não vamos poder ir visitar você. - minha mãe disse.
-Por quê?
-Para que você possa se dedicar melhor ao tratamento. - meu pai explicou.
-Também não pode levar celular, notebook e nem objetos parecidos. - a Alice me comunicou.
-Isso já é tortura.
-Você vai ver que não. - a Alice falou.
-Eu irei para esse lugar daqui a dois meses? - perguntei.
-Exatamente.
-Tomara que os dias passem bem devagarinho.
-Não vão, não.

Minha tinha razão total, dois meses passam rápido. Lá estava eu, arrumando a minha mala e uma mochila para ir ao camp. A Roberta estava comigo.
-Será que eu não posso ir junto?
-Só se você já tentou se matar.
-Não vai rolar.
-Acho que eu vou para um lugar cheio de adolescentes suicidas.
-Iguais a você.
-Iguais a mim. Eu vou ser normal uma vez nada vida.

Rehab-Capítulo 195

-Então já está tudo resolvido? - meu pai perguntou para minha mãe e para Hilary.
-Sim. - elas responderam.
Depois de mais algum tempo a Alice e o Bernardo se juntaram a nós na cozinha.
-Não é muito cedo para já organizar viagem de férias? - o Bernardo perguntou.
-Não, dois meses passam rápido.
-Vocês já falaram para ela?
-Ainda não. Você estragou a surpresa.
-Desculpa. Aproveita que eu já estraguei tudo e fala logo. - a Alice falou.
-Vocês estão me deixando curiosa.
-Sua irmã já estragou a surpresa mesmo. - meu pai disse.
-Você também vai viajar nas férias.
-Para onde? - perguntei empolgada.
-Você vai para um camp de reabilitação, no interior da cidade. - minha mãe explicou.
-Você vai ficar um mês lá.
-Que nome bonitinho vocês arrumaram para clinica.
-Não é uma clinica.
-Vai ser bom para você ficar com pessoas da sua idade e que passam pelo mesmo problema.
-É legal lá?
-Você só vai saber se você for.
-Pelo jeito que vocês falaram eu vou de qualquer forma.

Rehab-Capítulo 194

-Qual?
-Vamos para pizzaria.
-Só se for agora.
-Ótima ideia.
Fomos para pizzaria.
Há muito tempo nós não fazíamos isso e também não tínhamos um pouco de paz.
Foi um dos melhores momentos que eu tive com a minha família.
Quando voltamos já estava muito tarde.
-Pai, você poderia dormir aqui. - eu disse.
-Não acho uma boa ideia.
-O quarto de hospedes está vazio. - minha mãe disse para ele.
Muitas coisas aconteceram enquanto eu fiquei internada, uma delas foi o divorcio dos meus pais.
-Acho que apenas uma noite não vai fazer mal. - a Alice tentou convencê-lo também.
-Tudo bem.
Meu pai dormiu em casa como nós pedimos.
Todos acordaram logo cedo para tratar de uma viagem que a Hilary iria fazer nas férias. Me juntei a eles e tomei o máximo de cuidado para não atrapalhar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 193

-Eu fui injusta com você. Não sei como e nem porque comecei a agir daquela forma, acho que foi o medo de te perder junto com a sensação de impotência.
-Eu me magoei muito.
-Com razão.
-Você sabe que eu não consigo perdoar as pessoas com facilidade, é um defeito que eu tenho.
-Eu entendo.
-Mas existem exceções. Você é uma delas.
-Você não existe.
-A pipoca está pronta?
-Sim.
Peguei um balde de pipoca para mim e levamos o resto para sala.
Meu pai já tinha se mudado, então momentos iguais a esse serão raros de acontecer.
Assistimos o filme e logo depois assistimos outro. Ficamos até tarde com a nossa seção de cinema.
-Temos que fazer isso mais vezes.
-Alguém pede uma pizza, estou morrendo de fome.
-Tenho uma ideia melhor. - minha mãe disse.

Rehab-Capítulo 192

-Ainda gosto.
-Mesmo depois de você ter tentado se matar por causa do que eu falei?
-Mesmo depois disso.
-É por isso que eu te amo.
-Agora chega desse drama todo.
-Estão todos na sala, vamos até lá?
-Vamos.
Fomos para sala. Estava passando um filme que eu já havia assistido no minimo umas dez vezes.
Fui até a cozinha, a minha mãe estava preparando a pipoca.
-Não vai assistir o filme pela milésima vez? - ela perguntou.
-Não vai fazer diferença, eu já sei o que acontece.
-Então você pode me fazer companhia até a pipoca ficar pronta.
-Mas antes você vai ter que responder uma pergunta.
-Tudo bem.
-O que fez você mudar de atitude comigo?
-Parece que você está lembrando das coisas mais desagradáveis.
-Infelizmente.

Rehab-Capítulo 191

-Você lembra que eu fui embora?
-Acho que acabei de lembrar disso.
-Não foi por sua causa que eu fui embora.
-Foi por qual motivo?
-Eu tive uma briga com o papai e com a mamãe e saí de casa.
-Depois você não voltou mais.
-Acho que você está começando a lembrar de mais algumas coisas.
-Foi por isso que eu tentei me matar.
-Pelo que?
-Eu escutei você e a mamãe falando sobre isso e eu me tranquei no banheiro.
-O que aconteceu depois nós já sabemos.
-E agora, você gosta de mim?
-Se eu gosto de você?
-É.
-Eu te amo.
-O que fez você mudar de opinião.
-Quando eu fui embora me dei conta de que estaria perdendo todo aquele carinho que você sempre me deu, só depois que eu fui embora percebi que você realmente gostava de mim.

Rehab-Capítulo 190

-Nós precisamos conversar.
-Pode falar.
-Eu sei que você não lembra de muita coisa, mas eu preciso ser sincera.
-Continua...
-Any, você sempre gostou muito de mim, sempre gostou de ter a minha companhia  quando era criança, mas eu não podia dizer o mesmo.
- Você não gostava de mim.
-Basicamente isso.
-Eu nunca gostei de ter que cuidar de  você, de ter que ficar o dia inteiro com você. Isso me irritava.
-Não era mais fácil ter falado isso para alguém?
-Eu tentei, mas ninguém me escutava.
-Isso é ruim.
-A mamãe era muito ocupada e quando ela parava para descansar não dava atenção  para ninguém, o papai sempre estava viajando e a Nathaly, ah esquece ela.
-Você foi embora por minha causa?

Rehab-Capítulo 189

Algumas coisas começaram a fazer sentido.
-Isso parece fazer sentido, mas eu ainda não lembro de nada.
-Eu falei que não iria adiantar.
-Por que você não me fala o que aconteceu?
-Agora não.

Fiquei mais alguns dias internada e depois pude voltar para casa.
Era estranho, mas ao mesmo tempo interessante. Eu lembrava de todas as pessoas, mas não me lembrava de nada de onde eu morava e do que aconteceu.
Aos poucos eu fui me lembrando de algumas coisas, com ajuda da minha família, mas só lembrava de coisas boas.
Uma vez, eu estava no meu quarto e me lembrei do que aconteceu. Depois de ter ouvido uma conversa da minha irmã com a minha mãe, me tranquei no banheiro. Lembro de ter tomando alguma coisa e ter batido a cabeça enquanto desmaiava. Então era por isso que a minha testa estava doendo.
Mas por que eu fiz isso?
-Posso entrar? - a Alice perguntou.
-Você meio que já fez isso? - ela já tinha entrado no quarto.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 188

-Não se preocupa.
Eles fizeram o que eu pedi.
-Você está melhor? - a Alice perguntou.
-Você sabe o que aconteceu?
-Eles me disseram que você não lembra de nada.
-Sabe?
-Mais ou menos.
-Não mente para mim.
-Mais do que eu já menti.
Os meus pais olharam desesperados para ela.
-Do que você está falando?
-De nada. - meu pai respondeu.
-Desculpa, mas eu não consigo fazer isso. - ela disse para os dois.
-O que você está pensado em fazer? - minha mãe perguntou.
-Falar a verdade.
-Não vai adiantar, ela não lembra de nada.
-Do que vocês estão falando?
-Você quer saber o que aconteceu com você? - a Alice perguntou.
-É.
-Você tentou se matar, de novo.
Meus pais quase surtaram quando ela falou isso.

Rehab-Capítulo 187

-Não sei do que você está falando.
-Melhor assim.
Olhei ao meu redor e vi a Nathaly dormindo em um sofá.
-Onde eu estou? - não reconheci aquele lugar.
-No hospital.
-Por quê? O que aconteceu? - não me lembrava de nada.
-Você sofreu um pequeno acidente.
Olhei novamente ao meu redor.
-Onde está a Alice? - senti falta dela.
-Ela já deve estar chegando.
-Por que a minha testa está doendo tanto?
-Você deve ter batido ela.
-Você também não sabe o que aconteceu?
-Menos perguntas, você precisa descansar.
-Sua mãe tem razão. - meu pai voltou.
Por algum motivo eles estavam estranhos comigo, eu precisava descobrir porquê.
Minha mãe levou o meu até um canto para eles poderem conversar, depois disso ele saiu de novo, mas não demorou muito.
-A Alice está vindo.
-Me avisem quando ela chegar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 186

-Alice, você nunca gostou dela.
-Isso não é verdade.
-Você só cuidava dela porque era obrigada.
-Isso até pode ser verdade.
-Então você admite que não gostava dela?
-Sim.
Nunca pensei ouvir isso da Alice. Saí dali e me tranquei no banheiro.
-Anahy, sai do banheiro. - meu pai gritou.
Não respondi.

Acordei sem saber onde estava.
Senti uma dor muito forte na testa.
Os meus pais se assustaram ao me verem acordar.
-O que aconteceu? - eu perguntei.
-Você não lembra?
-Não.
Minha mãe parecia estar um pouco mais aliviada.
O celular do meu pai não parava de tocar, ele saiu para atender.
-As vezes eu acho que você faz isso para atingir a gente.

Rehab-Capítulo 185

-Vai?
-Sim.
-Espero que vocês sejam felizes.
-Obrigado.
-Agora eu preciso arrumar as minhas malas.
-Se precisar de ajuda é só me chamar.
-Obrigada, se eu precisar chamarei.
Entrei no me quarto. Comecei a jogar tudo que sobrou dentro das malas, nunca pensei que tinha tantas coisas guardadas. Demorei para guardar tudo, fiquei aliviada quando fechei as malas.
-Você quer ajuda para levar tudo até o carro? - meu pai perguntou.
-Sim.
Um pouco antes de chegarmos na sala, parei.
-O que foi?
-Eu quero escutar o que elas estão falando sobre mim.
-Não vale a pena.
-Espera.
Me aproximei mais um pouco.
-Tem certeza que você quer levar ela nessa viagem? - minha mãe perguntou para Alice.
-Tenho.
-Eu ainda acho melhor a internação.
-Você quer se livrar dela.
-Você também.
-Eu nunca disse isso.

sábado, 24 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 184

-Não está mais aqui quem  falou.
-Eu só quero que você não se arrependa.
-Estou começando a achar que você não quer me levar na viagem.
-Não é isso.
-Eu não vou me arrepender.
-Espero que não.
-Pode ter certeza.
-Faz o seu o lanche, porque daqui a pouco nós vamos sair.
-Não vou demorar.
Fiz o meu lanche. Troquei de roupa. E então saímos.
Chegamos pouco tempo depois.
-Mudou de ideia? - minha mãe perguntou.
-Não, só vim pegar o resto das minhas coisas.
-Fique à vontade, você já sabe o caminho.
Enquanto ia até o meu quarto, percebi várias malas. Perguntei para o meu pai o que significava aquilo.
-Por que todas essas malas?
-Eu vou embora.
-Você não pode estar falando sério.
-Mas estou.
-Por que fazer isso?
-Não tem mais sentido eu continuar aqui.
-Você vai morar com ela?
-Como você sabe?

Rehab-Capítulo 183

Percebi que a Alice já havia chegado, provavelmente ela estava em seu quarto.
Fiquei muitas horas sem comer, o meu estômago já começava a reclamar. Fui até a cozinha.
-Estou preparando um sanduíche para mim, quer que eu faça um para você? - o Bernardo perguntou.
-Por favor.
-A Alice me falou da sua escolha.
-E o  que você achou?
-Ela tinha quase certeza que você escolheria Los Angeles.
-A Alice falou.
-Como está o seu inglês?
-Razoável, acho que eu consigo sobreviver lá.
-Não vai ser tão fácil assim.
-Eu sei, mas eu prefiro imaginar o melhor.
-Só toma cuidado para não se iludir e depois se decepcionar.
-Eu vou tomar o máximo de cuidado para isso não acontecer.
-Também não se esqueça que lá é tudo diferente. E você também estará longe da sua família.
-Eu não vou esquecer isso.
-Bernardo, para de assustar ela - a Alice entrou na cozinha.
-Eu não estou assustando ninguém.
-Imagina se estivesse.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 182

-Queria te pedir uma coisa.
-O que?
-Me passa a matéria de hoje.
Peguei os meus cadernos e entreguei para ela.
-Obrigada, mais tarde eu devolvo.
-Tá.
Ela foi embora e eu continuei olhando os catálogos e fazendo as anotações.
Depois de muito tempo e de várias xícaras de café, decidi qual seria o lugar. Nós iriamos morar em Los Angeles, eu estava feliz com essa decisão.
Fui comunicar a Alice sobre a minha escolha.
-Decidi.
-Qual foi o lugar?
-Los Angeles.
-Eu sabia.
-Você me conhece muito bem.
-Precisamos comprar as passagens e providenciar os seus documentos e a autorização.
-E eu preciso pegar o resto das minhas coisas.
-Vamos passar lá mais tarde?
-Pode ser.
-Mas agora eu preciso sair
-Tudo bem.
A Alice saiu.
Eu precisava descansar um pouco, me joguei no sofá e liguei a televisão. Acabei dormindo.
Acordei um pouco mais disposta do que antes.

Rehab-Capítulo 181

Peguei o meu celular e vi várias ligações perdidas da Roberta. Retornei.
-Onde você estava?
-Eu saí com a minha irmã e esquece o celular.
-O que você está fazendo?
 Olhei para os papéis antes de responder.
-Nada.
-Posso ir na sua casa?
-Pode, mas anota o meu novo endereço.
Passei o endereço para ela e desliguei o celular.
Voltei a ler os catálogos e fazer algumas anotações.
A Roberta chegou e veio direto ver o que eu estava fazendo.
-Para que você está fazendo isso?
-Só estou lendo.
-Sei. -  ela pegou as lista com o nome dos lugares.

New York
Manhattan
New Jersey
Texas
Washington
Los Angeles

-O que é isso?
-Nada.
-Como nada? Parece que você está escolhendo uma cidade.
-Talvez eu faça uma viagem de intercâmbio e por isso estou pesquisando. - não tive coragem de falar a verdade.
-Você tem algum lugar preferido?Quando tempo você vai ficar lá?
-Não e não sei.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 180

-Nós precisamos conversar.
-Sobre o que?
-Eu passei a manhã inteira conversando com o Bernardo. Nós vamos viajar.
-E vocês vão me levar?
-Lógico que sim.
-Nós vamos para Newcastle?
-Mudamos o destino da viagem.
-Para onde vamos agora?
-Para alguma cidade dos Estados Unidos.
-Vocês ainda não decidiram?
-Precisamos da sua opinião.
-Vocês já viram alguma cidade?
-Sim, depois eu te passo tudo.
-Certo.
Almoçamos tranquilamente e depois voltamos para casa. Só depois que chegamos, lembrei que não perguntei o essencial.
-E quando nós vamos?
-Provavelmente semana que vem.
Ensaiei uma reação de susto, mas seria muito melhor assim.
-Será que você poderia me mostrar o que você separou sobre as cidades?
-Vamos até o meu quarto.
Acompanhei a Alice, ela me entregou vários catálogos da agência de viagem.
-Eu vou dar uma olhada.
-Escolhe com carinho.
-Com certeza.
Levei tudo para o meu quarto e coloquei em cima da cama e fui tomar um banho. Depois peguei todos os catálogos e fiz uma listas das cidades em um bloco de notas.

Rehab-Capítulo 179

Abracei ela e fechei os olhos. Era como se eu tivesse voltado a ter cinco anos de idade, nessa época eu não fazia nada sem a minha irmã mais velha, passei um bom tempo dependendo dela, até a Alice sumir e eu ter que aprender a me virar sozinha, sem ela.
Ah, como eu queria voltar a ter cinco anos de idade e perceber que isso não passou de um simples pesadelo.
Abracei a Alice ainda mais forte e dormir, me sentindo segura como nunca havia me sentido antes.

-Ei,acorda. Você vai chegar atrasada na escola.
-Já estou levantando. - quase cai, esqueci que estava no sofá.
Corri para o banheiro, tomei um banho rápido. Por sorte, não esqueci de colocar o uniforme da escola na mala. Fui tomar café.
-Conseguiu dormir?
-Um pouco. Você dormir aqui também?
-Sim.
Tomei o meu café e saí.
Cheguei um pouco atrasada.Não encontrei a Roberta, então enviei uma mensagem para ela.

Por que você não veio para escola?

Ela respondeu com apenas uma palavra:

Cólica.

Enfim, eu teria que aturar mais um dia de aula sem ela.
Parecia uma eternidade, mas acabou. Voltei para casa e a minha irmã já estava me esperando.
-Nós vamos almoçar em um restaurante.
-Tudo bem.
Nos dirigimos até o restaurante.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 178

-Essa história é muito mais complicada do que você pensa.
-Como se eu estivesse pensando em alguma coisa.
-Você está pensando em  algo.
-Me diz, porque nem eu sei o que é.
-Quem sabe dormir um pouco não te ajuda a descobrir.
-Dormir é outro problema.
-É só você tentar.
-Tentar parece não ser o suficiente quando se espera algo.
-O que você está esperando?
-Também não sei.
-Que tal irmos esperar na sala, assistindo alguma coisa?
-Pode ser.
Fomos para sala e ligamos a televisão. Deitei do lado da Alice, como eu fazia antigamente.
-Eu sinto sua falta.
-Eu estou aqui.
-Mas não estava.
-Eu não pensei muito antes de ir embora.
-Não precisava pensar muito, só precisava pensar em mim.
-Eu sei que eu te magoei. E mesmo assim você está aqui comigo.
-Tem como ficar magoado com uma pessoa que a gente ama?
-Tem?
-No início sim, mas ai a gente percebe que junto com a magoa vai um pedaço da gente.
-Deve ser por isso que eu nunca consegui me sentir completa.
-Promete que nunca mais vai me abandonar. Eu preciso de você.
-Prometo, porque eu também preciso de você.
-Te amo.
-Eu também.

Rehab-Capítulo 177

-Você não acha que está um pouco frio para ficar com a janela aberta?
-O frio não existe.
-Vamos até a cozinha.
a Alice esquentou um pouco de leite e depois me entregou.
-Por que você não está dormindo?
-Basicamente porque estou acordada.
-O que está te tirando o sono?
-Por que você se preocupa tanto comigo?
-Porque você é minha irmã.
-Você e eu sabemos que não.
-O que  você sabe sobre isso?Nada.
-Que você é minha prima.
-Quem te falou isso?
-Eu sem querer ouvi você e o Bernardo conversando.
-Então você acha que sabe o que está acontecendo?
-É com a mãe da Roberta que o papai está se envolvendo?
-Essa história é muito delicada, não é o que parece.
-Como não?
-Eu não posso te falar.
-Por quê?
-Por causa da Roberta.
-Por favor, não esconde mais nada de mim.
-Desculpa, mas isso não tem nada a ver com você.
-Eu vou ser obrigada a falar com a Roberta.
-Vai ser um erro muito grande.
-Por quê?
-Só me promete que você não vai fazer isso.
-Me dê um motivo.
-Você vai fazer a sua melhor amiga sofrer. Vale a pena?
-Olhando por esse lado não.


Rehab-Capítulo 176

Abracei ele com força e deixei os meus devaneios me levarem para longe dali. Fiquei viajando por um bom tempo, só voltei ao normal quando a minha irmã me chamou.
-Vai dormir no seu quarto.
Fui para o quarto, ela me acompanhou.
-Você está bem?
Balancei a cabeça positivamente.
-Boa noite. - a Alice me deu outro beijo e saiu.
Consegui dormir sem muitas dificuldades, mas não por muito tempo. Por várias vezes relembrei a conversa que escutei da Alice com o Bernardo.
Acordei suando e tremendo. Levantei e sentei na ponta da cama e tentei me situar. Precisava de um pouco de aguá.
Saí e encontrei um corredor pouquíssimo iluminado, quase totalmente escuro.  Fui até a cozinha e peguei um copo com água.
Escutei o vento batendo na janela, me aproximei e abri a cortina. Fiquei admirando o vento bater nas árvores, ver aquela cena me fez rir. A minha vida estava idêntica as folhas das copas daquelas árvores, sendo chacoalhadas contra a sua vontade e se desprendendo de seus galhos. Voando sem rumo, voando para longe.
Abri a janela para poder sentir o vento, para ver se ele podia levar a minha angustia para bem longe. Me perdi novamente nos meus devaneios.

sábado, 17 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 175

-O que está te deixando assim?
-Se eu soubesse já teria resolvido.
Ela me abraçou, me deu um beijo e saiu.
Esperei um pouco e fui para sala.
-Aonde você pensa que vai? - o Bernardo me segurou.
-O que a Alice está fazendo?
-Está terminando alguns trabalhos e você já atrasou ela o suficiente.
-Dar trabalho para as pessoas é a minha profissão.
-Não é verdade.
-O que você sabe sobre isso?
-Que você não age desse jeito porque quer.
-Não entendo porque as pessoas acham o contrário.
-Porque parece o contrário.
-Já deveria ter acostumado com isso.
-A Alice gosta muito de você. Não deixa esse carinho e cuidado que ela tem por você serem em vão.
-Eu tento,  mas as vezes acho que não vou conseguir.
O Bernardo me abraçou e fez eu me deitar perto dele.
-As vezes eu acho que você só precisa de amor e carinho.
-Queria tanto que fosse só isso.
-Agora eu entendi porque a Alice te trouxe para cá.
-Por quê?
-Você vai ter que descobrir sozinha.

Rehab-Capítulo 174

Saí dali antes que eles me vissem.
Eu ouvi bem?Ela só me trouxe porque não me queriam mais lá. Estava indo pegar as minhas coisas quando os dois me pararam.
-Você não vai jantar conosco?
Eu tinha duas opções: falar que eu escutei a conversa ou esperar e elaborar um plano melhor. Escolhi a segunda opção.
-Sim.
-Então vamos, antes que a comida esfriei.
Acompanhei eles até a cozinha.
O jantar estava maravilhoso, só o clima que não.
-Hora de criança ir dormir.
-Como eu não sou mais criança.
-Te dou cinco minutos para você ir dormir.
-Só se você me falar o que você vai fazer depois que eu for dormir.
-Eu digo.
-Pode começar.
-Vou terminar os trabalhos que não consegui terminar porque eu estava mandando uma adolescente de quinze anos ir dormir.
-Depois dessa eu vou.
-Ótimo.
-Mas eu não estou com sono.
A Alice respirou fundo e me empurrou até o quarto.
-Você sabe como irritar uma pessoa.
-Quando eu quero.
-Vai dormir.
-Mas eu realmente estou sem sono.

Rehab-Capítulo 173

-Foi.
-Fala sério.
-Isso tudo não está fazendo bem para vocês dois.
-Mas ela é minha irmã.
-Tecnicamente eu diria que não, ela é sua prima.
-Você gosta de complicar as coisas.
-Eu sou realista.
-Eu não acho justo o que a Amanda está fazendo.
-Isso não é nada em comparação ao que ela já fez.
-Eu ainda não acredito como ela teve capacidade de fazer um aborto.
-Do mesmo jeito que ela tem capacidade de rejeitar a própria filha.
-Por que ela faz isso?
-É simples.
-Pra você.
-Ela queria ter apenas uma filha e acabou vindo duas. A primeira que nasceu era a filha que ela queria que nascesse, no caso seria a Hilary e a Any seria a filha indesejada.
-Já entendi. Você é quase um psicopata.
-Você não achava isso quando me sequestrou do hospital psiquiátrico.
-Vou te devolver.
-Não faz isso. Gostei daqui.
-Imbecil.

Rehab-Capítulo 172

Percebi o meu pai agradecendo a Alice por alguma coisa.
-Vamos?
-Sim.
Entramos no carro e em poucos minutos chegamos na nova casa da Alice.
-Vou te mostrar onde será o seu quarto.
Segui a minha irmã até um dos vários quartos que a casa tinha.
-Espero que goste.
-Obrigada.
Diferente do quarto que havia deixado, esse não tinha lembranças e a sua energia estava limpa e pura.
Joguei a minha mala em um canto e a mochila com o material da escola em outro e saí.
Comecei a andar pelos corredores da casa. Como sempre eu estava no lugar errado, na hora errada. Ouvi duas pessoas conversando e parei  escutar.
-Alice, você acha que vai conseguir esconder isso da menina por quanto tempo?
-O máximo que eu conseguir.
-Eu ainda acho melhor falar tudo de uma vez.
-Como?
-Seus pais vão se divorciar, seu pai vai ir morar com a mãe da sua melhor amiga e sua mãe não quer saber de você.
-Essa foi a forma mais simples que você encontrou?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 171

-Então é o que?
-Eu quero ficar mais próxima para poder cuidar de você.
-E a viagem?
-Talvez não aconteça.
-E eu vou ter que continuar aqui?
-Só se você quiser.
-Como assim?
-Se você quiser pode ir morar comigo.
-Sério?
-Sim.
-Quando eu posso ir?
-Hoje mesmo.
-Posso ir arrumar minha mala?
-Pode.
-Vem me ajudar.
Fui até o meu quarto e coloquei algumas roupas dentro de uma mala pequena.
-Não vou levar tudo de uma vez.
-É melhor assim.
E também peguei o meu material da escola.
Depois de colocar tudo no carro da Alice, fui falar com o meu pai.
-Não tem problema de eu ir?
-Não, filha, pode ir com a sua irmã.

Rehab-Capítulo 170

-É melhor eu ir.
-Até mais.
Me despedi dela e voltei para casa. Logo quando cheguei, minha irmã me abordou.
-Avisa quando for sumir.
-Não vai ter graça.
-Onde você estava.
-Na casa da Roberta.
-Menos mal.
-E você, não vai voltar para casa?
-Isso é outra coisa que nós precisamos conversar.
-Não gosto quando você fala assim.
-Vem comigo.
Fomos até o antigo quarto dela. Eu me sentia bem ali, eu tinha boas lembranças daquele lugar.
-O Bernardo e eu resolvemos nos mudar.
-Vocês vão vir morar nesse purgatório?
-Não, mas vamos morar perto daqui.
-Vocês já estão se entendendo?
-Agora sim.
-E por que vocês vão se mudar?
-Por nós dois, para eu poder ficar mais próxima de você. São tantos motivos.
-Você quer me vigiar.
-Não é isso.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 169

A Roberta acompanhou elas até a porta.
-Gostou?
-Claro que sim.
-Eu fico feliz quando te vejo sorrir.
-Ah. Para.
-É sério. Ver você sorrir é raro, quase impossível.
-Eu nem percebi isso.
-Vamos parar. É para ser um momento feliz.
-Perfeito. Vamos pedir uma pizza porque eu estou morrendo de fome.
-Certo.
-Você paga.
-Você é folgada.
Ela ligou para pizzaria. E enquanto esperávamos, assistimos um filme.
-A pizza chegou.
-Que demora.
-Tem quando tempo que nós não fazemos isso?
-Nem lembro.
-Pode ter certeza que esse é o melhor de todos.
-Sem dúvidas.
Comemos a nosso pizza e terminamos de assistir o filme. Quando acabou, percebi que já eram nove da noite.

Rehab-Capítulo 168

Uns dez minutos depois que chegamos a  campainha tocou, ela foi abrir a porta. Pra minha surpresa tinham acabado de chegar duas pessoa que eu imaginei nunca mais rever.
-Amanda e Jenny. Quando tempo. - corri para abraçar elas.
-Acho que faz mais de anos. - a Jenny disse.
-Por que você não me falou delas? - perguntei para Roberta.
-Eu  encontrei a Amanda esses dias, nem deu tempo de conversar.
-Verdade.
-Qual foi a última vez que ficamos reunidas?
-No último dia de aula da sétima série. - respondi.
-Faz muito tempo.
-Tanta coisa aconteceu. - a Jenny disse. - Nem sei por onde começar.
-Pelo começo. - a Roberta falou.
Ficamos  conversando durante horas. Eram muitos assuntos para serem colocados em dia.
-Está ficando tarde.
-Precisamos ir.
-Temos que fazer isso mais vezes.
-Com certeza.
-Tchau. Até a próxima.

Rehab-Capítulo 167

-O que você quer fazer?
-Não sei.
-Ótimo. Só não se esqueça que eu não sou vidente para adivinhar o que você quer.
-Por que você não dá uma dica de algum programa legal?
-É que eu não sei de nenhum.
-Ainda fala de mim.
-Tive uma ideia.
-Lá vamos nós.
A Roberta pegou o celular e  enviou uma mensagem para alguém.
-Para quem você enviou aquela mensagem?
-Surpresa.
-O que nós vamos fazer?
-Vamos para minha casa.
-Sua mãe está lá.
-Não.
-O que você está querendo armar?
-Nada de mais.
-Eu te conheço bem demais para acreditar nisso.
-Vamos.
Fomos até a casa dela. A Roberta continuava a me esconder o que estava fazendo.

domingo, 11 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 166

-Será?
-Sei. A gente não consegue se concentrar em nada, não sabe o que fazer, fica totalmente perdida.
-Exatamente.
-Eu me senti assim quando os meus pais se divorciaram.
-Como foi a sua reação?
-Como eu era muito nova quando isso aconteceu eu fiquei muito assustada, em um momento eu morava com os meus pais no outro eu me vi morando só com a minha mãe. Depois, eu comecei a ficar revoltada, porque todos os meus amigos moravam com os pais e só eu que tinha pais separados.
-E como você superou tudo isso?
-Eu comecei a fazer terapia e depois que o meu pai casou com a Taís, não precisou mais, eles começaram a me ajudar.
Fiquei imaginando como seria se os meus pais se divorciassem.
-Acho que tudo isso não te ajudou muito.
-Não sei.
-Você precisa descansar.
-Péssima ideia, já descansei demais nos dias que fiquei internada.

Rehab-Capítulo 165

-Eu perguntei se ela iria se divorciar.
-O que ela disse?
-Se interessou no que eu tinha para dizer, não é?
-Termina.
-Que não, mas isso pode acontecer.
-Eu sabia.
-Ela só não falou porquê.
-Eu sei.
-Eles estão brigando muito, se desentendendo. Mas por que todo esse interesse?
-O meu pai gosta dela.
-Você está brincando.
-Não. Eu não já te falei isso?
-Não lembro.
-Eu queria te perguntar uma coisa.
-Pergunta.
-Se eu fosse para uma clinica você iria me visitar? - não sei de onde essa pergunta saiu.
-Any, que pergunta é essa?
-Sim ou não?
-Lógico que sim. - ela respondeu. - Mas por que você fez essa pergunta?
-Sei lá, foi involuntário.
-Não foi, não. Alguma coisa está te perturbando.
-Acho que sim.
-O que está te deixando assim?
-Tudo, a minha cabeça está confusa.
-Imagino. Eu sei muito bem com é isso.

sábado, 10 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 164

-Desculpa pela demora. - minha irmã tinha acabado de chegar.
-Não tem problema.
-Depois a gente termina a nossa conversa. - eu disse para Taís.
-Tudo bem.
-Vamos para o escritório do meu pai.
-Vamos.
Elas foram até o escritório.
Peguei o meu celular e mandei uma mensagem para Roberta.

Preciso falar com você.

Ela respondeu:

Vamos até a praça?

Respondi:

Estou indo.

Fui até a praça, que fica perto da minha casa e esperei a Roberta chegar. Ela não demorou muito.
-O que você quer falar?
-A Taís está na minha casa.
-Você me tirou de casa só para isso?
-Eu sei de algo que é do seu interesse.
-Então fala.
-Não sei se devo.
-Fala logo.
-Não vou falar, não é certo.
-Anahy, fala!
-É sobre ela e o seu pai.
-Já começou agora termina.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 163

-Não. Não agora.
-Isso pode acontecer?
-Infelizmente sim.
-Por quê?
-O divorcio pode aconteceu com qualquer pessoa.
-Essa ideia ainda me assusta.
-De divorcio?
-Também, mas é a ideia de ver você e o meu pai se divorciando.
-Você acha que nós dois podemos ficar juntos?
-Acho.
-E isso te assusta?
-Sim. Você madrasta da minha melhor amiga.
-Eu já acho isso improvável.
-Por quê? Se vocês se amam.
-Porque se fosse para aconteceu algo entre nós dois, já teria acontecido.
-Você só não quer assumir que você quer que aconteça algo.
-Você tem uma imaginação muito fértil.
-Taís, você sabe que eu não estou mentindo.
-Sei.
-Isso quer dizer que eu tenho razão?
-Sim.
-Então você gosta...
-Você sabe que sim, então não termina a pergunta.

Rehab-Capítulo 162

Saí do quarto e fui para o jardim. Um pouco de ar fresco faria bem.
-Não imaginei te encontrar aqui? - a Taís disse.
-Meu pai não está.
-Eu sei, não vim falar com ele.
-Com quem você veio falar?
-Com a Alice.
-Ela também não está.
-Mas já deve estar chegando.
-Vocês vão falar sobre o que?
-Sobre alguns assuntos pendentes.
-Será que você pode me falar quais assuntos são esses?
-Não.
-Só um pouquinho.
-Não.
Fiquei pensando no que a Roberta me falou na escola.
-Você vai se divorciar?
-Quem te falou isso?
-A Roberta.
-Ela tem escutado muita coisa que não deve.
-Você vai?

domingo, 4 de novembro de 2012

Rehab-Capítulo 161

-Como foi na escola?
-Acho que bem.
-Que bom.
-Que história foi aquela de viagem?
-Nós achamos melhor não contar nada para Roberta.
-Mas precisava arrumar uma mentira tão ruim?
-Não reclama.
-Tudo bem.
-Vai almoçar.
-Você não vai almoçar também?
-Não, estou sem fome.
Fui para cozinha.
Eu não estava com muita fome, por isso fiz uma refeição leve, para falar a verdade eu não comi quase nada.
Depois que terminei, fui para sala. Tinha um pacote para mim em cima do sofá. Abri. Tinha um livro dentro da caixa junto com um bilhete. Acho que a pessoa que mandou aquele pacote me conhece muito bem, pois ela sabia que eu queria ler aquele livro há muito tempo.
                                           
"Espero que goste.
Boa leitura."

Ass: Uma pessoa que gosta muito de você.

Era o que dizia o bilhete.
Ótimo! Séria um admirador secreto? Era só o que faltava.
Levei o pacote até o meu quarto.
Ah. Esse quarto para mim já não significa mais nada. Simplesmente não queria ficar mais naquele lugar. Me fazia mal ficar ali. As lembranças que ficaram passaram a me atormentar.
                                                   

Rehab-Capítulo 160

-Você e sua mãe se entenderam?
-Sim, até porque eu não vou poder continuar morando com a Taís.
-Aconteceu alguma coisa?
-Acho que ela  e o meu pai vão se divorciar.
-De onde você tirou isso?
-Eu escutei eles falando sobre isso várias vezes.
-Será que você não se confundiu?
-Não, faz tempo que os dois não estão se entendo muito bem.
-Isso está muito estranho.
-Por quê?
-Eu imaginei algumas coisas sem importância.
-A Taís me falou que você vai fazer tratamento para depressão.
-Vou tentar.
-Isso já é um bom começo.
-É isso ou ir para clinica de reabilitação.
-Você pode ir para reabilitação?
-Se tudo continuar como está, sim.
-Eu espero que você melhore.
-Eu também.
-Temos que voltar.
-Eu perdi muita matéria?
-Sim, mas você é irmã da professora de inglês.
-Nem lembra disso.
Fomos para sala e esperamos a aula começar.
Para minha sorte, todas as aulas passaram rápido e finalmente, pude voltar para casa.
Logo quando cheguei, não tinha ninguém, a casa estava quieta.
Fui tomar um banho, talvez depois que eu terminasse, alguém já teria chegado.Eu tinha razão, depois que sai encontrei a Nathaly.