terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Feliz Natal a todos.

Que Papai Noel tenha trazido muitos presentes para todos vocês.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 32

-Nada, só pensei que você não estava em casa.
Melissa e Alexandra começaram a rir
-Fica tranquila. Eu não vou a lugar nenhum.
-Posso ficar em casa também?
-Não. Falta pouco para as aulas acabarem e amanhã é sábado.
-E você vai trabalhar como sempre.
-Você vai se atrasar para escola.
Renata tomou banho, colocou seu uniforme e pegou sua mochila.
-Podemos ir? - ela perguntou para Melissa.
-Você não vai tomar café?
-Estou sem fome.

Ao chegar na escola, a menina esbarrou em Rafael.
-Acho melhor você comer alguma coisa antes de ir para sala.
-Como você sabe que eu não comi nada?
-Não importa.
Os dois foram até a cantina da escola. Rafael pegou um lanche para ela.
-Espero que goste.
-Obrigada.
Ela comeu o seu lanche enquanto ia para sala.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 31

-Por favor.
-Tudo bem, mas é só hoje.
Renata foi para o quarto da mãe e deitou-se.
-Boa noite. - Alexandra deu um beijo na filha.
A menina dormiu.

O barulho da chuva acordou Alexandra mais cedo do que o de costume. Ela abriu a cortina do quarto e viu a chuva forte, o céu escuro e tempo nublado.
-Ela tinha razão.
Alexandra foi tomar café.

A garota acordou e ouviu o barulho da chuva, mas não viu sua mãe. "Será que ela foi trabalhar", ela pensou preocupada.
-Mãe! - ela gritou.
Ninguém respondeu.
-Mãe! - ela gritou novamente, desta vez mais alto.
Não houve resposta.
Renata foi correndo até a sala ver se sua mãe estava lá, mas não a encontrou. Ela já estava ficando desesperada, quando foi até a cozinha e encontrou Alexandra conversando com Melissa.
-Por que eu não pensei na cozinha? - Renata estava ofegante.
-O que? - perguntou Alexandra.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 30

-Me fala como está a escola. As suas notas continuam boas?
-Lógico.
Alexandra riu.
-Que bom.
-Eu acho que tem coisas melhores para gente conversar.
-Tipo o que?
-Sobre o que  você vai fazer amanhã, já que você vai ficar em casa amanhã.
-Quem disse que eu irei ficar em casa amanhã?
-Vai chover o dia todo.
Alexandra tinha um velho habito de ficar em casa em dias de chuva. Ela fazia tudo que precisava em casa. Era um prazer para ela ficar os dias chuvosos.
-Eu vi a previsão do tempo, vai fazer 32º C.
-Vai chover. - ela sabia que isso era pouco provável.
-Duvido.
Renata começava a ficar cansada, o sono já estava batendo.
-É melhor você ir dormir.
-Posso dormir com você?
-Você não acha que está muito grandinha para isso?
-Só hoje.
-Você fala isso há uns 10 anos.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 29

-Eu faço isso porque sinto sua falta.
-Eu também sinto sua falta.
-Não parece.
A expressão de Alexandra mudou totalmente, ela começou a ficar preocupada.
-Eu esqueci algumas coisas no meu quarto, já volto.
A mãe da menina foi pegar alguns papéis em seu quarto.
O notebook de Alexandra estava ligado. Renata percebeu que a mãe estava olhando a planta de uma casa e algumas fotos.
-Gostou? - Renata não percebeu que a mãe havia voltado.
-Parece agradável, mas por que você vendo isso? Pelo que eu sei você não trabalha com esse tipo de coisa.
-Não mesmo. - Alexandra pensou um pouco. - Um amigo pediu para eu dar uma olhada, ele vai morar nessa casa.
-Sorte dele.
-Também acho.
Renata ficou olhando para o escritório.
-Algum problema? - perguntou Alexandra.
-Eu passo o dia inteiro sem te ver e mesmo assim não tenho assunto para conversar com você.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 28

Era quase meia-noite quando um barulho fez com ela abrisse os olhos.
Renata  foi até a janela.
Sua mãe, Alexandra, estava chegando em casa, ela falava ao celular e parecia alegre.
Um sorriso escapou da menina, ela voltou para cama.
Vinte minutos se passaram e a porta do quarto de Renata se abriu, era Alexandra para verificar  que sua filha estava realmente dormindo, ela fechou a porta e foi para o seu escritório.
Renata esperou um pouco e foi atrás de sua mãe.
-Posso entrar?
-Você e a sua mania de fingir que está dormindo. - Alexandra riu.
-Eu só faço isso para poder ficar alguns minutinhos com você. - os olhos dela se encheram de lágrimas.
-É por isso que eu já tomei uma providencia. - a mãe de Renata parecia estar bastante alegre. - Você não está tomando o calmante, não é?
-Se eu tomar, eu acabando apagando.
-É justamente para isso que você toma ele, ou até alguns dias atrás tomava.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 27

-Acho que agora as minhas perguntas acabaram.
-Ótimo.
Melissa olhou para o relógio e se assustou.
-As horas voaram.
-Nem percebi. - Renata também conferiu as horas no relógio.
-Já está tarde, é hora de criança ir dormir.
-Eu não consigo.
-Vai trocar de roupa e escovar os dentes. - disse Melissa. - Daqui a pouco eu levo um copo de leite e o seu remédio.
-Tudo bem. - a garota fez uma expressão de tristeza.
Renata colocou seu pijama, escovou os dentes e deitou.
Pouco tempo depois Melissa chegou com o leite e o calmante que a menina toma para poder dormir.
-Deixa em cima da escrivaninha. - Renata pediu.
-Depois você toma.
-Certo.
-Boa noite.
-Para você também.
Melissa saiu  e foi para o seu quarto.
A garota não tomou o remédio, ela apenas ficou deitada com os olhos fechados.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 26

-Espero que você não lembre.
O celular de Melissa começou a tocar.
-Com licença. - ela saiu da sala para atender.
Poucos minutos depois ela voltou.
-Quem era?
-Meu namorado.
Renata começou a rir.
-O que ele queria?
-Nada do seu interesse.
-Ele mora aqui?
-Pensei que as suas perguntas haviam acabado.
-Elas surgem do nada.
-Não.
-Onde ele mora?
-Em Sequim nos Estados Unidos.
-Acho que meu pai mora lá.
-Mora.
-Como você sabe?
-Sua mãe me falou um pouco sobre ele.
-Isso é raro, ela evita falar sobre ele.
- A Julieta me falou.
-E por que seu namorado mora tão longe?
-Ele quis começar uma vida nova lá.
-Por que você não foi morar junto com ele?
-Ainda não estava na hora.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 25

Melissa começou a rir.
-Desculpa desapontá-la, mas eu tenho 25 anos.
Renata ficou séria.
-Você está brincando. Não parece.
O interfone tocou.
-Deve ser a pizza.

Após o jantar Renata retomou  o interrogatório.
-Ainda tem mais perguntas?
-Seu eu lembrar de mais alguma.
-Certo.
-Você conhece o meu pai.
-Próxima.
-Por quê?
Melissa pensou para responder.
-Eu posso ter conhecido ele e não saber que é o seu pai.
-Verdade.
A menina pegou uma foto do pai.
-Você conheceu ele em algum lugar?
-Não. - a governanta mudou sua expressão, ela ficou séria.
-Acho que as perguntas acabaram.
-Pensei que seria pior.
-Se eu lembrar de mais alguma eu falo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 24

-Sim.
-Qual curso?
-Moda.
-Mentira.
-É sério.
-Fez ou faz mais outro curso?
-Inglês, francês, espanhol e italiano.
-Por que tantos?
-Vontade e necessidade.
-Quem é a sua família?
-Meu pai, minha mãe e meus irmãos.
-Filme favorito?
-Gosto de vários.
Renata passou a pensar mais nas perguntas e demorar mais tempo para fazê-las, depois de tantas o questionário ia diminuindo.
-Seu namorado é mais novo ou mais velho que você?
-Por que você quer saber isso?
-Minhas perguntas estão acabando.
-Mais velho.
-Quantos anos ele tem?
-Próxima.
-Hum...
A garota fez outra careta.
-E quantos anos você tem? - ela parecia um pouco confusa.
-Adivinha.
-Acho que uns 18 ou 19 anos.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 23

-O que tem de engraçado nisso?
-Morava onde antes de vir para o inferno?
-Em Londres.
-O que?Você trocou Londres por isso aqui?
-Parece que sim.
-Trabalhava com o que?
-Não queira saber.
-É tão ruim assim?Ou é pervertido demais.
-Nem um, nem outro.
-Então é o que?
-Eu não trabalhava.
A garota fez uma careta.
-Não entendi.
-Meu pai mora lá. Eu só estava passando um tempo com ele.
-Menos mal.
-O que você imaginou?
-Não queira saber.
-Próxima.
-Escolaridade?
-Até isso?
-Sim.
-Ensino superior.
-Você já fez faculdade?
-Vou contar como uma pergunta.
-Tudo bem.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 22

Renata ficou um pouco confusa.
-Como você sabe das fotos?  - ela se assustou ao ouvir Melissa dizer sobre isso. - Nem a minha mãe sabe.
-Eu encontrei a câmera e imaginei. - Melissa explicou. - Lógico que a sua mãe não sabe, isso é algo que você herdou do seu pai.
-E como você ficou sabendo disso?
-Ouvi a sua mãe comentar que ele é um bom fotografo.
-Agora é a minha vez de fazer perguntas.
-Tudo bem.
-O que te fez querer ser babá de uma adolescente de 16 anos?
Melissa trabalhava há pouco tempo na casa de Renata. Então, a menina sabia pouquíssima coisa sobre sua governanta.
-Próxima. - Melissa riu timidamente.
-Acho que essa era a pergunta mais fácil. Tem certeza que não quer responder?
-Próxima.
-Relacionamento?
-Namorando.
-Hum. - Renata se segurou para não rir.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 21

-São cálculos muito fáceis.
A governanta ajudou Renata em tudo que ela tinha dificuldade.
As duas ficaram horas estudando.
-Espero que eu tenha conseguido te ajudar.
-Conseguiu sim. Muito obrigada. - a menina deu um abraço em Melissa. - Já pode pedir a pizza.
-A de sempre?
-Sim. E pede também um refrigerante.
-Certo.
Depois de pedir a pizza Melissa foi assistir televisão com Renata.
-Você ainda não me falou como estão as suas notas.
-Péssimas. Estou de recuperação em quase todas as matérias.
-Mas vocês não ficam sabendo disso no final do bimestre?
-Sim, mas a minha situação está horrível.
-Estudar um pouco mais ajudaria.
-Eu sei, mas não é fácil estudar com esse tumulto todo.
-Entendo.
-Eu que não entendo porque te falo tudo isso. Você é só minha governanta.
-Você me fala tudo isso porque se sente sozinha. Você precisa arrumar outro jeito de se expressar além da fotografia. - disse Melissa, se aproximando da menina. - Eu posso ser muito mais do que só sua governanta, posso ser sua amiga.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 20

-Eu sei disso.
Renata voltou para casa. Melissa foi atrás dela.
-Entendo que você não queria falar sobre isso.
-Será que você pode continuar me ajudando?
-Posso, mas com uma condição.
-Qual?
-Que você conte tudo para sua mãe.
-Se minha mãe descobrir que você me ajudou ela pode te demitir.
-Eu vou correr esse risco.
A garota ficou olhando para a governanta.
-Estou atolada em todas as matérias, mas vamos começar por matemática.
-Só me responde uma coisa.
-O que?
-Já que sua irmã não vai jantar em casa. O que você quer que a Julieta prepare?
-Pede uma pizza.
-Tudo bem. Depois eu ligo para pizzaria.
-Só não espera eu estar morrendo de fome como você sempre faz.
-Vai pegar seu material.
Renata levou tudo para sala.
-Começamos por onde? - Melissa pegou o fichário da menina.
-Eu tenho dificuldade para fazer alguns cálculos. - a menina explicou mostrando a matéria.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 19

-Eu me esqueci de como é bom ficar aqui.
-Rê, eu entendo tudo que está acontecendo com você, mas já passou da hora da Alexandra saber de tudo. Você não pode continuar mentindo sobre as suas notas.
-Minha mãe não se preocupa comigo. Ela passa o dia inteiro naquela maldita empresa e quando chega em casa só quer saber da filhinha que está no último ano da faculdade. - Renata começou a chorar.
-Em vez de você falar isso só para mim fala para ela.
-Como?Minha mãe nunca está em casa e chega quase de madrugada. - a garota estava bastante abalada. - Eu nem sei o que ela  faz naquele lugar.
-Renata, tudo que você tem é por causa disso.
-Eu sei, eu sei. Não precisa começar o sermão.
-Não é sermão.
-Será que ninguém percebeu que eu estou sofrendo com tudo que está acontecendo? - ela gritou.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 18

-Ela nunca cumpre o que promete.
Beatriz entrou na cozinha.
-Meninas eu não vou jantar em casa e não sei se voltou ainda hoje. - ela informou. - Ah. Rê, esse negócio na sua testa está bem melhor. - Beatriz saiu rindo.
-Quanto tempo de prisão eu pego se der uma surra nela?
-O suficiente para se arrepender depois.
-Vamos ser só nós duas no jantar.
-Você aproveita e me fala como estão as suas notas. Você prometeu que elas iriam melhorar.
-Acho que suborno não vai adiantar.
-Vem comigo, vamos conversar.
-Eu não quero. - Renata mudou totalmente sua expressão.
-Mas você precisa, vai te fazer bem. - Melissa segurou as mãos da menina. - Vem comigo.
-Tudo bem. - a garota ensaiou um sorriso.
Melissa levou Renata até o jardim da casa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 17

Melissa pegou o kit de primeiros socorros.
-Pode doer um pouco. - ela começou  limpando os ferimentos.
Alguns minutos depois a governanta  já havia terminado de fazer os curativos.
-Me explica como você conseguiu esses machucados.
-Eu estava andando de bicicleta no parque. Não vi um galho na minha frente, bati nele e caí.
Enquanto Renata explicava Melissa fez um sanduíche para a menina.
-É bom você comer alguma coisa.
-Obrigada. - ela pegou o sanduíche. - A minha mãe já chegou?
-Sua mãe ligou agora pouco, ela disse que vai chegar tarde e que não é para você e a sua irmã esperarem ela para jantar. - Melissa informou com pesar. - A Alexandra também falou para você não  a  esperar chegar.
-Pelo jeito ela vai voltar tarde.
-Sim.
-O que vamos ter para o jantar? - Renata tentou mudar de assunto.
-É a sua irmã que vai decidir.
-Já posso pedir uma pizza?
-Dessa vez ela prometeu que vai pedir para Julieta cozinhar algo que você goste.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 16

-Não. Eu senti que algo ruim poderia acontecer. Tipo isso. - ele pegou um pedaço de algodão, molhou com água e limpou o corte.
-Não é o que parece.
-Você consegue se levantar?
-Acho que sim. - ela se apoiou nele e se levantou.
-É melhor eu te levar para casa.
-Não precisa, eu consigo ir sozinha.
Rafael levou Renata até sua casa.
-Cuida desse machucado.
-Não vou esquecer.
A menina entrou no condomínio e foi para sua casa.
-O que aconteceu com você? - Beatriz se assustou ao ver o estado de sua irmã.
-Só caí de bicicleta.
Renata tomou um banho, colocou roupas limpas e foi até o espelho ver o corte na testa que não parava de sangrar. Ela foi até a cozinha.
-O que aconteceu com você? - perguntou a governanta.
-Mel, você pode fazer um curativo nisso para mim? - ela mostrou o corte na testa e os braços ralados.
-Posso.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 15

-Até agora eu ainda não precisei.
-Vamos apostar uma corrida?
-Você tem bicicleta?
-Está ali. - ele apontou para uma bicicleta encostada em uma árvore.
-Até a entrada do parque.
-Certo.
Rafael foi pegar sua bicicleta. Enquanto isso, Renata guardou a sua câmera na mochila.
-Preparada?
-Sim.
-Um, dois, três...Valendo.
Os dois saíram o mais rápido possível.
Renata liderou a corrida o percurso inteiro. Próximo de onde eles marcaram a chegada ela virou para trás para ver a posição do seu ponente e não viu o galho de uma árvore e acabou batendo a cabeça e caiu da bicicleta.
Rafael foi socorrê-la.
-Você está bem? - ele parecia desesperado.
-Minha cabeça. - ela colocou a mão na testa e viu que estava sangrando.
-Acho que eu trouxe alguma coisa para tratar isso. - o rapaz começou a vasculhar sua mochila.
-Você já sabia que isso iria acontecer?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 14

Rafael mostrou o seu braço para ela.
-Isso é impossível. - ela olhou para o seu próprio braço e depois olhou o dele. Os dois tinham a mesma cicatriz no pulso esquerdo.
-Para mim isso é muito mais do que coincidência.
-Você acha?
-Tenho certeza. - ele confirmou. - Foi por causa disso que eu comecei a te observar. Nós temos muitas coisas em comum. - Rafael riu.
Renata não havia percebido que ele estava com uma câmera fotográfica pendura no pescoço.
-Tipo isso? - ela apontou para câmera do rapaz.
-Exatamente.
-Alguma coisa me diz que não é só por isso que você  veio atrás de mim.
-Eu gosto de tirar fotos com você, ou melhor, de você.
-De mim? - ela ficou envergonhada.
-Você é muito bonita.
-Obrigada. - Renata ficou encantada  com o elogio dele. - Mas ainda não é isso que te trouxe até aqui.
-Eu achei que você pudesse precisar de mim.
-Pressentimento? - ela riu.
-Quase isso.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 13

Não era a primeira vez que isso acontecia. Sempre que  saía para tirar fotos ela tinha essa impressão.
Ao se virar novamente para ver se via alguém ela  percebeu uma pessoa se escondendo atrás de uma árvore.
Cuidadosamente ela foi se aproximando da árvore, sem fazer barulho. Renata agarrou a pessoas pelo capuz da camiseta e puxou.
-Há quanto tempo você está me seguindo. - perguntou Renata, nervosa.
-Você percebeu? - Rafael estava meio cansado e com certo medo.
-É, percebi ou você acha que vai ficar me seguindo por ai e eu não vou perceber. - ela ainda estava muito nervosa. - Por que você faz isso?
-É uma longa história. - ele sentou-se em uma banco para descansar.
-Estou com tempo de sobra. Pode começar. - Renata sentou-se ao lado dele.
-Já faz muito tempo que eu te observo, para ser mais exato, desde o início do ano, quando a gente se conheceu.
-Por quê? - ela parecia não entender o interesse dele, já que ele sempre a evitou.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 12

Renata foi para o seu quarto e se jogou na cama.
-Por que você sempre faz isso? - ela perguntou.
A menina pegou o celular na mochila, ela iria fazer uma ligação, mas mudou de ideia.
Após tirar o uniforme da escola e colocar uma roupa mais confortável Renata pegou uma mochila que estava embaixo de sua cama e saiu.
-Você não vai almoçar? - perguntou Beatriz, enquanto a irmã saía de casa.
-Estou sem fome. - gritou Renata.
Antes de sair, ela passou na garagem de sua casa e pegou sua bicicleta. A garota saiu do condomínio e foi até o parque próximo dali.
Ao se aproximar do parque ela teve a sensação de estar sendo seguida. Renata olhou para trás e não viu ninguém."Isso é loucura", ela pensou.
Depois de descer da bicicleta, ela tirou uma câmera fotográfica da mochila e começou a tirar fotos.
Várias fotos foram tiradas, ela foi até outros lugares do parque com a bicicleta. A Sensação de estar sendo seguida voltou.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 11

-Minha mãe é amiga dos pais da Nathália e do Matheus. Para ela eu ando muito triste e sozinha. - explicou Renata . - Ela falou isso para os pais deles e alguém teve essa brilhante ideia de obrigar os dois.
-Imagino como você deve se sentir.
-É horrível.
-Bem-vinda ao grupo dos esquisitos. - Rafael estendeu a mão para cumprimentá-la., na tentativa de amenizar o clima ruim que ficou depois da explicação de Renata.. - Ah. Sim, você pode.
-Pode o que?
-Fazer o trabalho de Biologia comigo.
-Obrigada. - ela deu um abraço nele.
-Agora termina seu lanche, o intervalo está quase acabando.

Era quase meio-dia quando Renta voltou para casa.
-Onde está a mamãe? - ela perguntou para sua irmã mais velha, Beatriz.
-Ela não vai almoçar em casa.
-Como sempre. - Renata se decepcionou com a notícia.
-O almoço já está pronto. - Beatriz informou. - Vai trocar de roupa.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 10

-Queria saber se posso fazer o trabalho com você? - Renata estava entusiasmada.
-Não sei se é uma boa ideia. - já Rafael não estava nem um pouco entusiasmado.
-Por que não?
-Eu e você meio que não combinamos. - ele parecia decepcionado. - Não vai ser bom para você ficar andando com um esquisito.
-Tem duas coisas que você não sabe sobre mim. - ela estava bastante desconfortável, mas decidida.
-O que?
-Eu também sou esquisita e não dou a mínima para o que dizem de mim.
-Você esquisita? - ele ria ironicamente. - Onde?
-A Nathália e o Matheus não são meus amigos.
-Como não? - Rafael se assustou.
-Eles são obrigados a ficar comigo o tempo todo, se não os dois perdem boa parte da mesada que eles ganham. - os  olhos dela  se encheram de lágrimas - Minha mãe diz que isso é mentira, mas eu não acredito nela.
-E como você sabe disso?
-Eu escutei os dois falando sobre isso.
-E quem obriga eles?

Vivendo na Escuridão-Capítulo 9

-Vai começar com a gozação? - Renata  se irritou com a brincadeira do colega.
-Desculpa. - Rafael entregou uma folha com as instruções do trabalho para ela. - Depois você me devolve e qualquer duvida é só me procurar.
-Obrigada. - ela guardou a folha na mochila.
O sinal tocou e eles voltaram para sala de aula.
Renata não fez questão da companhia de seus amigos.
Foi uma aula como todas as outras, cansativa e pouco produtiva, como era a maioria das aulas. Por sorte esse era o último bimestre.
A garota saiu para o intervalo sem os amigos, o que era atípico, já que eles sempre andavam juntos. Ela comprou o seu lanche e ficou olhando ao redor do refeitório. Só parou quando encontrou quem procurava. Ele estava em uma mesa afastada das outras e como de costume sozinho.
-Te achei. - ela sentou-se ao lado dele.
-O que você quer?
-O trabalho de Biologia é em dupla.
-Eu estava com medo de que você visse essa parte.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 8

-Eu sempre te vejo sozinho. Você não tem amigos? - ela ficou meio desconfortável ao fazer essa pergunta.
-Não.
-E por quê?
-Acho que eu já sou bastante estranho, eu não preciso de nada que me deixe ainda mais estranho. - Rafael parecia decepcionado.
-Eu não te acho estranho.
-É sério ou você está me zoando? - ele não acreditou no que ouviu.
-É. Você sempre me pareceu ser uma pessoa legal. - Renata estava sendo sincera, era isso que ela achava dele, mesmo o conhecendo tão pouco. - Você daria um ótimo amigo.
O garoto não disse nada, apenas sorriu.
-Não esquece de fazer o trabalho. - ele disse, rindo como se aquilo que ele tinha acabado de dizer fosse uma piada.
-Que trabalho? - ela se assustou.
-Aquele. - ele apontou para lousa, todas as informações sobre o trabalho estavam escritas lá.
-Eu não vi ele escrevendo isso. - Renata ficou ainda mais assustada.
-Você é completamente lerda. - ele ria muito com tudo que estava acontecendo. - Deve ser por isso que você está nessa situação.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 7

-Como você faz isso? - ela estava intrigada.
-Faz o que? - ele perguntou, confuso.
-Você em nenhum momento prestou atenção no que o professor falou e ainda terminou o exercício primeiro que a sala inteira. - Renata estava curiosa e ao mesmo tempo indignada.
-Não tenho culpa se vocês são lerdos. - ele esboçou um sorriso.
-Lerdos?
-Exatamente.
Mesmo sem uma resposta ele a ajudou no termino dos exercícios. Poucos minutos depois ele já tinha terminado.
-Viu, não era muito difíceis.
-Você que é um gênio da Biologia. - Renata não acreditava na habilidade do garoto. - Como eu nunca percebi isso? - ela não se conformava, como esse detalhe passou despercebido?Afinal, eles estavam estudando juntos desde o início do ano.
Renata começou a prestar mais atenção nos rabiscos do colega.
-Algum problema? - ela estava sério, parecia incomodado.
-Nenhum. Na verdade é uma duvida. - os olhos dela deixaram se preocupar com os desenhos e passaram a olhar para ele.
-Qual? - seu tom de voz parecia preocupado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 6

O menino ficou olhando para ela e depois virou o rosto para a janela. Renata pegou seu caderno e os livros que o professor marcou na lousa.
Rafael começou a rir discretamente.
-Algum problema? - ela perguntou, encarando-o
-Não. - ele mudou sua expressão, ficou sério, Rafael nunca gostou que as pessoas o encaresse.
-Então por que o riso?
-Você sempre fica assim depois de brigar com alguém. - ele apontou para as mãos dela, que estavam tremendo.
-Só quando eu sei que a pessoa pode me atacar.
-A Nathália não me parece tão selvagem. - ele voltou a rir.
-Experimenta brigar com ela.
-Não, obrigado.
Rafael voltou a se concentrar no que olhava pela janela. Ele começou a rabiscar a última folha do caderno e ignorou o professor quando ele começou a explicar a matéria.
Mesmo não prestando atenção na explicação do professor ele conseguiu fazer os exercícios e terminar primeiro que Renata.
-Você precisa de ajuda? - ele perguntou, espiando o caderno dela.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 5

-Egocêntrico. - Nathália disse para si mesma, quase sussurrando. - Alguém andou perdendo a noção do perigo. - ela continuava a sussurrar, agora com certa raiva.
-E alguém andou perdendo a noção da educação. - Renata que estava próxima da amiga, escutou o que Nathália falou. - Que coisa feia ficar escutando a conversa dos outros. - Renata estava quase gritando, ela estava com raiva do que Nathália havia feito.
-Feio foi você tratar o professor daquela forma. - Nathália também se alterou, ela também estava gritando.
Renata se aproximou dela e disse:
-Por que você não assume que está apaixonada por ele?
-Você não sabe do que está falando.
Renata deixou os dois e entrou no laboratório.
Nathália olhou para Matheus.
-Você vai deixar ela me tratar assim?
-Me desculpa, mas nisso eu tenho que concordar com ela.
Matheus também entrou no laboratório.
-Idiota. - ela gritou para ele, com raiva.E entrou.
Renata sentou-se no seu lugar, que era ao lado de um garoto muito estranho que trocava meia palavra com ela e só durante os exercícios da aula.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 4

-Mas isso seria de grande ajuda, afinal, eu precisaria de menos pontos para passar na sua matéria.
-Exatamente.
-Por que todo esse interesse em me ajudar? - Renata perguntou.
-Porque o senhor diretor já está começando a pensar que eu não sei dar aulas direito, já que a minha melhor aulas está de recuperação. E desse jeito eu nunca serei vice-diretor da escola.
-Eu sempre soube que nisso tinha um pouco de egocentrismo. - ela disse, esboçando uma expressão de desapontamento.
 -O que você disse? - o professor parecia  não ter acreditado no que tinha  acabado de ouvir de Renata.
-Você é um EGOCÊNTRICO. - Renata já estava tirando sarro do professor.
-O que será que o diretor vai achar disso? - ele mudou a sua expressão.
-O que será que ele vai achar em saber que você só quer me ajudar para ser vice-diretor. - ela foi direta.
-Estude bastante essa semana, a prova será segunda-feira.
-Estudarei. - Renata ria da situação, mas ela sabia que isso era arriscado.
Renata deixou  a sala e foi se encontrar com os amigos, a próxima aulas deles seria de biologia, eles estavam indo para o laboratório.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 3

-Eu posso te ajudar. - agora ele olhava para o que a garota estava copiando. - Se você quiser, é claro.
-Me ajudar? - ela perguntou, largando a caneta sobre o fichário. E olhou fixamente para os olhos dele.
-Sim. - ele virou o rosto e  começou a olhar o outro lado da sala. - Se você se interessar me procure depois da aula.
-Farei isso. - Renata pegou a caneta e voltou a copiar a lição.
O professor voltou a andar pela sala.
Nathália ficou atenta a conversa dos dois, mas não conseguiu escutar nada. Ela pegou um pedaço de papel e escreveu em bilhete para Renata.

O que ele queria?

E entregou para a amiga.
Renata leu o bilhete virou o papel e respondeu.

Nada de mais. Depois eu falo.

Nathália ficou indignada com a resposta de Renata.
Ao final da aula, depois que todos já haviam saído, Renata foi falar com o professor.
-Você veio. - disse ele, rindo.
-Eu falei que viria. - ela respondeu fria. - No que você pode me ajudar?
-Sua situação na minha matéria está péssima.
-Eu sei.
-Eu posso passar algumas provas para você, mas de qualquer forma você vai para recuperação na minha matéria. - ele explicou, com calma.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vivendo na Escuridão-Capítulo 2

-O sinal já vai tocar e eu não quero chegar atrasada. Não na aula de matemática.
-A primeira aula é dele? - perguntou Matheus, com certo desespero.
-Sim. - Nathália confirmou.
-Essa aula  vai render.
-Nem me fala. - Renata concordou com o amigo.
-Eu gosto das aulas de matemática.
-Você gosta do professor de matemática. - disse Matheus.
-Isso não é verdade.
-Já estou indo.
Enquanto Matheus e Nathália discutiam, Renata foi caminhando para o prédio da escola, rumo aula de matemática. Quando ela chegou na sala de aula viu que o professor já havia chegado, ela foi para sua carteira. Alguns minutinhos depois Nathália e Matheus chegaram na sala.
-Custava ter esperado a gente. - Nathália sentou-se na carteira ao lado de onde se encontrava Renata.
-Custava.
O professor esperou mais alguns alunos entrarem e começou a aula. Depois de passar alguns exercícios na lousa para os alunos, os professor começou a andar entre as carteiras. Ele parou diante de Renata.
-Você está bem encrencada na minha matéria. - disse ele, olhando para ela.
-Imaginei - Renta em nenhum momento olhou para ele, a menina continua copiando os exercícios em seu fichário.

Vivendo na Escuridão-Capítulo 1

Renata chegou na escola e se juntou aos seus amigos, Nathália e Matheus, eles estavam sentados debaixo de uma árvore no pátio da escola, os dois escutavam música no ipod dele.
-Olha quem chegou. -  disse Nathália, tirando um dos fones de ouvido.
-Eles disseram alguma coisa sobre a lista dos alunos que ficarão de recuperação? - perguntou Renata, enquanto sentava-se ao lado dos dois.
-A lista só irá sair no final do bimestre. - respondeu Matheus.
-Até lá eu posso fazer alguma coisa para passar em alguma matéria. - Renata pegou seu fichário, que estava guardado em sua mochila e começou a folheá-lo.
-É igual ao que a minha mãe sempre diz: "É tentar salvar os destroços depois que o navio já afundou." - disse Nathália, colocando novamente os fones de ouvido.
-Você ainda tem sorte de ter recuperação. Meu pai vive dizendo que na época dele não tinha isso não, os alunos repetiam direto. - disse Matheus.
-É o meu sonho de consumo repetir o segundo ano do Ensino Médio. - Renata deitou-se na grama verde do pátio. - Mais que maravilha.
-Não se preocupa, você tem muita capacidade para passar de ano sem muitas dificuldades. - Matheus tentou confortar sua amiga. Ele tentou-se ao seu lado.
-Concordo com ele e ainda vai nos ajudar a passar de ano também. - brincou Nathália, para descontrair o clima.
-Se eu fosse vocês não contavam muito com isso. - Renata se levantou e guardou o fichário na mochila.

Web Histórias

O nome da nossa próxima Web História é VIVENDO NA ESCURIDÃO.

Resumo da história:

Aquela cidade nunca mais será a mesma. Após a chegada de Rena tudo começa a acontecer, surgem lendas e mistérios, antigos mostro retornam,  seres mágicos aparecem e pessoas ganham poderes. Com ajuda de seus amigos Renata tenta manter tudo isso em segredo para que nada de ruim aconteça.